Pérolas das conversas alheias em terra alemã - parte II
O jovem rapaz marca nova consulta com seu oftamologista, depois de um tempo sem aparecer.
Durante a mesma, o médico começa a fazer perguntas burocráticas, como quem busca se livrar rapidamente de todos os seus pacientes daquele dia.
- Então me diga... como está o senhor?
- Do meu ponto de vista, Doutor, estou ótimo!
sexta-feira, agosto 31, 2007
Pérolas das conversas alheias em terra alemã
Duas jovens senhoras vinham conversando pela calçada.
Ambas aparentavam uma idade qualquer entre 40 e 45 anos.
Enquanto caminhavam rapidamente, trocavam confidências:
- Eu não estou nada bem Odete.
- Mas o que tu tem, querida?
- Não sei mais o que fazer... faz 12 dias que estou menstruada!
- Meu Deus, minha Nossa Senhora!
Duas jovens senhoras vinham conversando pela calçada.
Ambas aparentavam uma idade qualquer entre 40 e 45 anos.
Enquanto caminhavam rapidamente, trocavam confidências:
- Eu não estou nada bem Odete.
- Mas o que tu tem, querida?
- Não sei mais o que fazer... faz 12 dias que estou menstruada!
- Meu Deus, minha Nossa Senhora!
domingo, maio 27, 2007
domingo, maio 20, 2007
"O que faz a gente ser grande é não perder o futuro de vista.
É chegar a um porto, fincar a bandeira da conquista e nesse mesmo instante começar buscar outros portos.
É criar desafios, calcular riscos, avançando sempre.
Porque a grande aventura é viver!
E a vida, assim como as ondas, tem um jeito diferente de se repetir, de prometer descobertas e abrigar todos os tipos de sonhos e embarcações.
O que faz a gente ser grande é ser como o mar: incansável na busca pela onda perfeita.
Até descobrir que a perfeição está na própria busca.
E nesta busca, jamais devemos esquecer quem somos e de onde viemos, da família, do amor, dos amigos verdadeiros, da sinceridade, da humildade e da solidariedade para com nosso próximo!
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."
Mário Quintana
É chegar a um porto, fincar a bandeira da conquista e nesse mesmo instante começar buscar outros portos.
É criar desafios, calcular riscos, avançando sempre.
Porque a grande aventura é viver!
E a vida, assim como as ondas, tem um jeito diferente de se repetir, de prometer descobertas e abrigar todos os tipos de sonhos e embarcações.
O que faz a gente ser grande é ser como o mar: incansável na busca pela onda perfeita.
Até descobrir que a perfeição está na própria busca.
E nesta busca, jamais devemos esquecer quem somos e de onde viemos, da família, do amor, dos amigos verdadeiros, da sinceridade, da humildade e da solidariedade para com nosso próximo!
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."
Mário Quintana
terça-feira, janeiro 09, 2007
Um tributo ao Rei da Bocha
Grande Oswaldinho da Barata, Rei da Bocha de todos os tempos.
Quase 95 anos de vida.
Descansaste no 7º dia da semana, domingo, do ano de 2007.
E foi-se lúcido, levando consigo todas as manifestações de amor possíveis desse nosso mundo estranho.
As lembranças são infinitas. Os ensinamentos inesquecíveis. A saudade é enorme.
Tantas histórias para contar... tantas "baratas", "materiais"...
Quando eu crescer, quero ser igual a ti.
Quando eu crescer, quero ser um avô como tu.
Quando eu crescer, quero poder envelhecer bem até chegar aos quase ou mais 95 anos de vida.
Quando eu crescer, quero aprender a não reclamar, a agradecer pelo menor gesto de atenção e a sempre dizer que está tudo "muito bem".
Voa em paz na tua barata mágica. Que a luz te guie no caminho do bem.
Sei que deves ter sido recebido por um maravilhoso material de biquíni no céu... seria presente do Velhinho Lá de Cima?
Grande Oswaldinho da Barata, Rei da Bocha de todos os tempos.
Quase 95 anos de vida.
Descansaste no 7º dia da semana, domingo, do ano de 2007.
E foi-se lúcido, levando consigo todas as manifestações de amor possíveis desse nosso mundo estranho.
As lembranças são infinitas. Os ensinamentos inesquecíveis. A saudade é enorme.
Tantas histórias para contar... tantas "baratas", "materiais"...
Quando eu crescer, quero ser igual a ti.
Quando eu crescer, quero ser um avô como tu.
Quando eu crescer, quero poder envelhecer bem até chegar aos quase ou mais 95 anos de vida.
Quando eu crescer, quero aprender a não reclamar, a agradecer pelo menor gesto de atenção e a sempre dizer que está tudo "muito bem".
Voa em paz na tua barata mágica. Que a luz te guie no caminho do bem.
Sei que deves ter sido recebido por um maravilhoso material de biquíni no céu... seria presente do Velhinho Lá de Cima?
sexta-feira, dezembro 22, 2006
FELIZ NATAL E MARAVILHAS PARA 2007!!!
Mais um ano está terminando... foram muitas mudanças. Aliás, a vida é feita de mudanças diárias, contínuas, ininterruptas. O que seria de nós se ficássêmos imóveis, inertes, quedantes?
E é nas ondas desse movimento todo da vida que reencontramos pessoas queridas, fazemos novos amigos, estamos com familiares, sorrimos, lemos poemas, ouvimos boas músicas e até ousamos dançar pelo salão... seja o salão da garagem, o salão de entrada do prédio onde moramos, ou o salão da vida.
Enfim, também aprendemos a nos mover com os nossos tropeços, com as doenças alheias, com a mentalidade pequena e tacanha de alguns, com as esmolas que nos pedem nas ruas, com as mágoas e as cicatrizes difíceis de curar...
Mas se não fosse por causa desse vai-e-vem, nada teria sentido. Não teríamos os nossos sentidos. Não estaríamos hoje agradecendo por tantas bênçãos.
Hoje, desejo um mundo de coisas boas, alegres e positivas. E que essa energia se espalhe por todos os conhecidos e desconhecidos, durante todo o 2007 em diante!
Saudações coloradas, de uma campeã mundial de 2006.
Que 2007 seja pleno de vitórias, daquelas suadas, apertadas e inesquecíveis!
Mais um ano está terminando... foram muitas mudanças. Aliás, a vida é feita de mudanças diárias, contínuas, ininterruptas. O que seria de nós se ficássêmos imóveis, inertes, quedantes?
E é nas ondas desse movimento todo da vida que reencontramos pessoas queridas, fazemos novos amigos, estamos com familiares, sorrimos, lemos poemas, ouvimos boas músicas e até ousamos dançar pelo salão... seja o salão da garagem, o salão de entrada do prédio onde moramos, ou o salão da vida.
Enfim, também aprendemos a nos mover com os nossos tropeços, com as doenças alheias, com a mentalidade pequena e tacanha de alguns, com as esmolas que nos pedem nas ruas, com as mágoas e as cicatrizes difíceis de curar...
Mas se não fosse por causa desse vai-e-vem, nada teria sentido. Não teríamos os nossos sentidos. Não estaríamos hoje agradecendo por tantas bênçãos.
Hoje, desejo um mundo de coisas boas, alegres e positivas. E que essa energia se espalhe por todos os conhecidos e desconhecidos, durante todo o 2007 em diante!
Saudações coloradas, de uma campeã mundial de 2006.
Que 2007 seja pleno de vitórias, daquelas suadas, apertadas e inesquecíveis!
domingo, setembro 03, 2006
Como nascem as piadas de loiras...
Manhã de quarta-feira. Aula de renovação da Carteira de Habilitação Nacional. O instrutor de trânsito pergunta para os seus alunos o porquê da possibilidade de um menor de 16 anos se habilitar para dirigir automóveis nos Estados Unidos, em contraste com a permissão brasileira ser apenas aos 18 anos. Silêncio na sala de aula. Subitamente, a loira responde: " Porque nos Estados Unidos todos os carros possuem câmbio automático, enquanto que no Brasil não." Perplexidade instântanea nos primeiros segundos, seguida de uma estrondosa gargalhada geral da turma...
História verídica, acreditem.
Manhã de quarta-feira. Aula de renovação da Carteira de Habilitação Nacional. O instrutor de trânsito pergunta para os seus alunos o porquê da possibilidade de um menor de 16 anos se habilitar para dirigir automóveis nos Estados Unidos, em contraste com a permissão brasileira ser apenas aos 18 anos. Silêncio na sala de aula. Subitamente, a loira responde: " Porque nos Estados Unidos todos os carros possuem câmbio automático, enquanto que no Brasil não." Perplexidade instântanea nos primeiros segundos, seguida de uma estrondosa gargalhada geral da turma...
História verídica, acreditem.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Astrologia
Minha estrela não é a de Belém:
A que, parada, aguarda o peregrino.
Sem importar-se com qualquer destino
A minha estrela vai seguindo além...
- Meu Deus, o que é que esse menino tem? -
Já suspeitavam desde eu pequenino.
O que eu tenho? É uma estrela em desatino...
E nos desentedemos muito bem!
E quando tudo parecia a esmo
E nesses descaminhos me perdia
Encontrei muitas vezes a mim mesmo...
Eu temo é uma traição do instinto
Que me liberte, por acaso, um dia
Deste velho e encantado Labirinto.
Mário Quintana
sexta-feira, agosto 04, 2006
Corrigindo o português...
Quem aí nunca foi corrigido no português que atire a primeira pedra. É verdadeiramente uma situação muito constrangedora, principalmente dependendo da maneira como é feita. Melhor mesmo é quando nós fazemos a correção e inflamos o peito de orgulho, como quem diz: "estou craque no assunto"... pois é.
Ontem fui vítima dessa emabaraçosa correção.
Estádio Beira-Rio lotado. Mais de 50 mil torcedores colorados. Semi-final da Taça Libertadores da América. Eu e meu irmão mais novo, o caçula da família, reunidos por uma única esperança: a vitória contra o Libertad. A torcida, de forma inesquecível e emocionante, balançava o rígido frio do sul e esquentava a alma dos gaúchos. "Vamos, Interrrr, Interrr, Interr..."
Lá pelas tantas, na comemoração do 1° gol, naquele alívio estilo halls preto, a reprimenda do meu irmão caçula: "tu tá falando errado! Não é isso que a torcida tá gritando!"
Surpresa, disse para o meu coração parar de pular tão forte para que eu pudesse, por instantes, tentar decifrar o refrão alegre da torcida... mas não encontrava o meu erro... pensei, por segundos: "mas o que estou falando de errado?" - quando disse para o meu querido irmão: "mas estou falando certo: ´Vamos Inter, Inter, vamos Inter, Inter...`" - o refrão era muito simples, não havia como errar. Entretanto, peito estufado, disse-me o caçula, com toda a sua genialidade: "é vamô Inter, Inter, vamô Inter, Inter... não tem esse ´s´ no final do vamos não!"
Bem, no próximo jogo vou tentar falar certo o refrão...
Quem aí nunca foi corrigido no português que atire a primeira pedra. É verdadeiramente uma situação muito constrangedora, principalmente dependendo da maneira como é feita. Melhor mesmo é quando nós fazemos a correção e inflamos o peito de orgulho, como quem diz: "estou craque no assunto"... pois é.
Ontem fui vítima dessa emabaraçosa correção.
Estádio Beira-Rio lotado. Mais de 50 mil torcedores colorados. Semi-final da Taça Libertadores da América. Eu e meu irmão mais novo, o caçula da família, reunidos por uma única esperança: a vitória contra o Libertad. A torcida, de forma inesquecível e emocionante, balançava o rígido frio do sul e esquentava a alma dos gaúchos. "Vamos, Interrrr, Interrr, Interr..."
Lá pelas tantas, na comemoração do 1° gol, naquele alívio estilo halls preto, a reprimenda do meu irmão caçula: "tu tá falando errado! Não é isso que a torcida tá gritando!"
Surpresa, disse para o meu coração parar de pular tão forte para que eu pudesse, por instantes, tentar decifrar o refrão alegre da torcida... mas não encontrava o meu erro... pensei, por segundos: "mas o que estou falando de errado?" - quando disse para o meu querido irmão: "mas estou falando certo: ´Vamos Inter, Inter, vamos Inter, Inter...`" - o refrão era muito simples, não havia como errar. Entretanto, peito estufado, disse-me o caçula, com toda a sua genialidade: "é vamô Inter, Inter, vamô Inter, Inter... não tem esse ´s´ no final do vamos não!"
Bem, no próximo jogo vou tentar falar certo o refrão...
quarta-feira, julho 26, 2006
Andanças e suas histórias
Essa semana, quando estava aguardando pacientemente o ônibus, uma situação peculiar me chamou a atenção. Ao som do Jota Quest - "dias melhores..." - o casal de namorados parecia em conflito (no entanto, apenas eu estava presenciando o fato com trilha sonora). Não que me interesse os problemas afetivos de cada um, mas fui atropelada - literalmente - pela briga do casal.
Tudo começou com a chegada da moça, um tanto furiosa, na parada de ônibus. Logo em seguida, com passo manso, e cara de santo, chegou o rapaz, buscando uma trégua. Como a trilha sonora tocava apenas para mim, as palavras ásperas da moça não produziram som, mas as expressões no rosto eram de quem estava para virar dragão. O rapaz, com as mãos atrás das costas, como quem dizia: "estou desarmado", tentava, suavemente, convencer a moça de qualquer jeito.
O ônibus se aproximou e, segundos antes de parar, uma aliança prateada foi jogada com toda a força ao chão, pela moça. "Xiii", pensei: "o cara aprontou". Enquanto a moça se direcionava para embarcar no ônibus, o rapaz seguia falando manso, tentando reverter, calmamente, aquele quadro de "the end". Eu já comecei a me preocupar com aquela aliança prateada no chão, não que ela pudesse ter algum valor material, mas com certeza pelo valor afetivo que ela correspondia... pensei: "... mas se eles fizerem as pazes, a aliança não estará mais ali quando voltarem..."
O casal embarcou no ônibus, mas ela estava uma fúria, porque ele havia embarcado também. Tudo o que ela mais queria era sumir do mapa... mas ele ia atrás...
Tranquilamente, embarquei após os dois, quando, subitamente, quase fui jogada para fora do ônibus!
A moça se revoltou de tal maneira que gritou para o motorista abrir a porta novamente, pois ia descer... eu me encontrava no pior lugar do ônibus: na porta. O Jota Quest continuava cantando: "... vivemos esperando por dias melhores..."
A porta se abriu e eu fiz um malabarismo, daqueles de última hora, invejado por qualquer circense... a moça desceu voando, cuspindo fogo, e o rapaz pulou atrás... inacreditável, o cara parecia um chiclete, daqueles grudados no cabelo em sessão da tarde no cinema (não adianta nem passar gelo... só cortando o cabelo).
Só sei que a moça desceu do ônibus e salvou o anel prateado! Pobre anel... ali, jogado no chão, sozinho. A discussão continuou ao longo do caminho, e enquanto o ônibus ia se afastando daquela cena peculiar, eu continuei ouvindo o Jota Quest, desejando "dias melhores" para o casal.
sexta-feira, julho 21, 2006
Sua Santidade, o Dalai Lama...
"A essência de toda vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com os seus semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e sobretudo na clara percepção da singularidade de cada ser humano."
"A essência de toda vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com os seus semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e sobretudo na clara percepção da singularidade de cada ser humano."
terça-feira, junho 13, 2006
Dia de Santo Antônio
Dia de estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Dia de ler um pouco mais as crônicas de Martha Medeiros
Dia de estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Dia de ler um pouco mais as crônicas de Martha Medeiros
A SEPARAÇÃO COMO UM ATO DE AMOR
Martha Medeiros
É sabida a dor que advém de qualquer separação, ainda mais da separação de duas pessoas que se amaram muito e que acreditaram um dia na eternidade deste sentimento. A dor-de-cotovelo corrói milhares de corações de segunda a domingo — principalmente aos domingos, quando quase nada nos distrai de nós mesmos — e a maioria das lágrimas que escorrem é de saudade e de vontade de rebobinar os dias, viver de novo as alegrias perdidas. Acostumada com esta visão dramática da ruptura, foi com surpresa e encantamento que li uma descrição de separação que veio ao encontro do que penso sobre o assunto, e que é uma avaliação mais confortante, ao menos para aqueles que não se contentam em reprisar comportamentos padrões. Está no livro “Nas tuas mãos”, da portuguesa Inês Pedrosa. “Provavelmente só se
separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.” Ela continua: “A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase
vegetal.” Calou fundo em mim esta declaração, porque sempre considerei que a separação de duas pessoas precisa acontecer antes do esfacelamento do amor, antes de se iniciarem as brigas, antes da falta de respeito assumir o comando. É tão difícil a decisão de separar que vamos protelando, protelando, e nesta passagem de tempo se perdem as recordações mais belas e intensas. A mágoa vai ganhando espaço, uma mágoa que nem é pelo outro, mas por
si mesmo, a mágoa de se reconhecer covarde. E então as discussões se intensificam e quando a separação vem, não há mais onde se segurar, o casal não tem mais vontade de se ver, de conversar, quer distância absoluta, e aí se configura o desastre: a sensação de que nada valeu. Esquece-se o que houve de bom entre os dois. Se o que foi bom ainda está fresquinho na
memória afetiva, é mais fácil transformar o casamento numa outra relação de amor, numa relação de afastamento parcial, não total. Se os dois percebem que estão caminhando para o
fim, mas ainda não chegaram no momento crítico — o de se tornarem insuportavelmente amargos — talvez seja uma boa alternativa terminar antes de um confronto agressivo. Ganha-se tempo para reestruturar a vida e ainda se preserva a amizade e o carinho daquele que foi tão importante. Foi, não. Ainda é. “Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata — e é em nome deste
intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros, discos e filmes que nos coloriram a vida, encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim.”
separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.” Ela continua: “A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase
vegetal.” Calou fundo em mim esta declaração, porque sempre considerei que a separação de duas pessoas precisa acontecer antes do esfacelamento do amor, antes de se iniciarem as brigas, antes da falta de respeito assumir o comando. É tão difícil a decisão de separar que vamos protelando, protelando, e nesta passagem de tempo se perdem as recordações mais belas e intensas. A mágoa vai ganhando espaço, uma mágoa que nem é pelo outro, mas por
si mesmo, a mágoa de se reconhecer covarde. E então as discussões se intensificam e quando a separação vem, não há mais onde se segurar, o casal não tem mais vontade de se ver, de conversar, quer distância absoluta, e aí se configura o desastre: a sensação de que nada valeu. Esquece-se o que houve de bom entre os dois. Se o que foi bom ainda está fresquinho na
memória afetiva, é mais fácil transformar o casamento numa outra relação de amor, numa relação de afastamento parcial, não total. Se os dois percebem que estão caminhando para o
fim, mas ainda não chegaram no momento crítico — o de se tornarem insuportavelmente amargos — talvez seja uma boa alternativa terminar antes de um confronto agressivo. Ganha-se tempo para reestruturar a vida e ainda se preserva a amizade e o carinho daquele que foi tão importante. Foi, não. Ainda é. “Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata — e é em nome deste
intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros, discos e filmes que nos coloriram a vida, encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim.”
A propósito... quem aí vai parar tudo para ver a Seleção Brasileira jogando futebol??? Vale mesmo tudo para assistir a Copa do Mundo?
quinta-feira, junho 08, 2006
Love song do filme "Closer - Perto demais", a música de Damien Rice - "The blower´s daughter" - não sai da minha cabeça essa semana. Ótima melodia, boa para relaxar os pensamentos.
"and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want toleave it all behind?
i can't take my mind off of you
my mind'til
I find somebody new"
sábado, abril 08, 2006
Blog da Administração Pública
Ontem, durante a aula sobre improbidade administrativa, o ministrante disse uma coisa interessantíssima. Imaginemos que agora, em todos os setores da Administração Pública, principalmente no Poder Executivo e Legislativo (claro, e porque não também em relação ao Poder Judiciário e ao Ministério Público), os agentes públicos e políticos tivessem que publicar, diariamente, seus compromissos em um blog. Oba! Poderíamos nós, cidadãos, averiguar com quem eles estão "negociando" a "coisa pública", em que hotéis caros andam gastando o nosso dinheiro e mais, que tipo de "amizades" eles andam mantendo...
Não, não há que se pensar que estaríamos invandindo as liberdades individuais desses queridos agentes públicos e políticos, já que eles estão represetando o Estado e o Povo, às nossas custas - nada mais correto do que uma prestação de contas online e direta.
Quantos não se constrangeriam em seguir nessa onda ímproba... e quantos não seriam efetivamente pegos...
Utopias virtuais... infelizmente.
Ontem, durante a aula sobre improbidade administrativa, o ministrante disse uma coisa interessantíssima. Imaginemos que agora, em todos os setores da Administração Pública, principalmente no Poder Executivo e Legislativo (claro, e porque não também em relação ao Poder Judiciário e ao Ministério Público), os agentes públicos e políticos tivessem que publicar, diariamente, seus compromissos em um blog. Oba! Poderíamos nós, cidadãos, averiguar com quem eles estão "negociando" a "coisa pública", em que hotéis caros andam gastando o nosso dinheiro e mais, que tipo de "amizades" eles andam mantendo...
Não, não há que se pensar que estaríamos invandindo as liberdades individuais desses queridos agentes públicos e políticos, já que eles estão represetando o Estado e o Povo, às nossas custas - nada mais correto do que uma prestação de contas online e direta.
Quantos não se constrangeriam em seguir nessa onda ímproba... e quantos não seriam efetivamente pegos...
Utopias virtuais... infelizmente.
Atualizações
Sim, sim, o blog precisa de atualizações... sim, também precisa de criatividade. O tempo andou encurtando, e o blog foi ficando de lado... ou de ladinho, para ser mais carinhosa.
Falta poesia, falta música e intensidade, certo?
Ahh, e uma boa piada!
Fotos também são bem vindas, mas cá pra nós, ainda não aprendi a inserir fotos no blog... ninguém merece. Se alguém aí quiser me ajudar, opa, seria ótimo.
Amanhã é dia de clássico, e hoje ganhei um presente surpreendente. A camiseta do meu timão. um verdadeiro espetáculo. Sim, um verdadeiro espetáculo a camiseta e o jogo de amanhã.
Sim, sim, o blog precisa de atualizações... sim, também precisa de criatividade. O tempo andou encurtando, e o blog foi ficando de lado... ou de ladinho, para ser mais carinhosa.
Falta poesia, falta música e intensidade, certo?
Ahh, e uma boa piada!
Fotos também são bem vindas, mas cá pra nós, ainda não aprendi a inserir fotos no blog... ninguém merece. Se alguém aí quiser me ajudar, opa, seria ótimo.
Amanhã é dia de clássico, e hoje ganhei um presente surpreendente. A camiseta do meu timão. um verdadeiro espetáculo. Sim, um verdadeiro espetáculo a camiseta e o jogo de amanhã.
terça-feira, janeiro 17, 2006
FELIZ 2006!
E para entrar esse ano com bons fluídos, nada melhor do que as sábias e velhas palavras do mestre Charles Chaplin.
E para entrar esse ano com bons fluídos, nada melhor do que as sábias e velhas palavras do mestre Charles Chaplin.
"Sorria.
Mas não se esconda atrás deste sorriso.
Mostre aquilo que você é.
Sem medo.
Existem pessoas que sonham.
Viva.
Tente.
Felicidade é o resultado dessa tentativa.
Ame acima de tudo.
Ame a tudo e a todos.
Deles depende a felicidade completa.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância e, sim uma aproximação.
Aceite.
A vida, as pessoas.
Faça delas a sua razão de viver.
Entenda os que pensam diferentemente de você.
Não os reprove.
Olhe à sua volta, quantos amigos...você já tornou alguém feliz?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Não corra...
Para que tanta pressa?
Corra apenas para dentro de você.
Sonhe, mas não transforme esse sonho em fuga.
Acredite!
Espere!
Sempre deve haver uma esperança.
Sempre brilhará uma estrela.
Chore!
Lute!
Faça aquilo que você gosta.
Sinta o que há dentro de você.
Ouça...
Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo...
Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.
Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente."
domingo, dezembro 04, 2005
Um tributo à Zazá
"Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas nos céus,refleti-las.
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas."
Manuel Bandeira
Zazá, leonina, 87 anos. Minha querida avó materna. Partiu ontem para reencontrar meu querido avô Milton. Que continues a tua jornada aí, forte, tranquila e ao lado daqueles que te amam. Nós, simples mortais, continuaremos aqui a caminhada do bem, relembrando as tuas aventuras ao nosso lado. Boa viagem!
segunda-feira, outubro 10, 2005
Beleza ou inteligência?
Por Matha Medeiros
Por Matha Medeiros
"Burrice é pior que um nariz torto, é pior que cabelo ruim, é a pior das cicatrizes. Inteligência, por sua vez, torna qualquer pessoa iluminadaA capa da última edição da Revista da MTV traz a pergunta: Você abriria mão da sua inteligência para ser mais bonito? Li a reportagem com a esperança de encontrar uma resposta óbvia, mas nossos óbvios nunca batem com os dos outros. O óbvio que encontrei foi que, dos 2.359 brasileiros entre 15 e 30 anos pesquisados pelo Dossiê Universo Jovem, cerca de 60% responderam que pessoas bonitas têm mais oportunidades na vida, e, portanto, sim, topariam ficar um pouco mais burros se em troca ficassem um pouco mais belos. Esta é uma obviedade que, em tese, se justifica: aparência conta muito no jogo da sedução e na conquista de um emprego. Todos tratam melhor os magros e lindos. Na escola, te imitam. Nas festas, te cercam. Nada mal. Marcia Tiburi, durante o programa Saia justa, disse para Luana Piovani que ela havia sido bem tratada pelo mundo em função da beleza, mas que a vida não é assim tão fácil para quem não nasce com tais atributos. Foi extremamente sincera, mesmo que a outra não tenha ficado muito feliz com a observação. Luanas enfrentam menos percalços do que as não tão formosas, porém tão talentosas quanto. Não é demérito ser bonita, não é pecado, ao contrário, é uma glória, uma bênção, e beleza e inteligência podem muito bem conviver em paz no mesmo corpo, há vários exemplos de gente linda e sabida. Mas tendo que optar entre uma coisa e outra, alto lá, melhor pensar direitinho. A minha resposta óbvia à enquete seria: toda pessoa inteligente é bonita, não importa seu aspecto físico. Logo, não tem cabimento trocar neurônios por olhos azuis. É rara uma pessoa inteligente que não seja cativante. Por outro lado, conheço vários belos que só provocam bocejos. Há mais de 20 anos, quando ainda era publicitária, acompanhei a gravação de um comercial de tevê interpretado por um deus grego, o homem mais estonteante que havia visto. No final da gravação, ele me pediu carona. Eu, longe de ser uma Luana e desacostumada com estas generosidades cósmicas, vibrei. Sabia que o rapaz morava num bairro distante, mas estava disposta a levá-lo até Pernambuco, se ele pedisse. Em três minutos de conversa dentro do carro, eu queria cortar os pulsos. Inventei um mal súbito, aleguei falta de combustível, sei lá, não lembro, só sei que acabei deixando-o num ponto de táxi e fui pra casa dormir. Burrice é pior que um nariz torto, é pior que cabelo ruim, é a pior das cicatrizes. Inteligência, por sua vez, torna qualquer pessoa iluminada. Qualquer uma. Faça uma lista dos seres humanos que você mais admira: a maioria não é linda, se analisadas apenas pelo padrão estético. Mas, sendo inteligentes, ninguém lhes tira o carisma. Só não percebem isso aqueles que, não tendo mesmo muita massa cinzenta, topam a troca."
Assinar:
Postagens (Atom)

