domingo, dezembro 11, 2011

As tendências da moda na V ImpedCopa

Foi na capital gaúcha, no dia 10 de dezembro de 2011, no antigo Estádio Ildo Meneghetti, mais conhecido como “Eucaliptos”, que aconteceu a V ImpedCopa, organizada pelo pessoal do Impedimento. Nada mais sensacional do que homenagear o futebol com a realização do evento naquele lugar fantástico, construído pelo Sport Club Internacional e inaugurado no dia 15 de março de 1931, o qual inclusive foi palco da Copa do Mundo de 1950, recebendo os times da Yugoslávia, México e Suíça. 

Ao pisar naquele gramado, hoje mal cuidado e prestes a ser destruído pela Construtora Melnik Even, que erguerá no local o suntuoso Grand Park Eucaliptos, recordei da sempre tão comentada triste história que viveu o meu pai naquele campo. 

o que restou do Eucaliptos hoje

Conta ele que quando era guri, e diga-se de passagem, muito bom de bola, ele treinava na escolinha do Internacional, sob a secreta proteção de minha avó (aquela senhora simpática do batom vermelho no post abaixo) e às escondidas do meu avô, pois naquela época guri que jogava futebol era “maloqueiro”. Todavia, por um descuido do destino, o meu avô chegara mais cedo em casa e descobrira que o meu pai não estava fazendo o “dever de casa”, momento em que minha avó foi obrigada a entregar o filho querido, aduzindo que ele estava jogando futebol no Eucaliptos. Sem piscar os olhos, meu avô cruzou aquele campo e de gancho pegou na orelha do meu pai, que treinava as jogadas ensaiadas com categoria, e disse: “filho meu não será vagabundo”, destruindo a tapas o grande sonho do meu pai de ser jogador de futebol. 

Mas voltando à V ImpedCopa, e ao magnífico evento que reuniu mais de 100 pessoas para a última pelada no Eucaliptos - antes de sua total destruição -, onze foram os times que balançaram as redes, estremeceram as arquibancadas, emocionaram os espectadores, destruíram os seus adversários sem nenhuma categoria ou vergonha na cara, e anteciparam, com toda a classe pertinente, as tendências da moda para o verão futebolístico de 2012. 

Jogadores e figurantes do Choré Central, Los Cuervos Del Fin Del Mundo – Ushuaia, Estudiantes de Mérida, Hijos de Acosvinchos, Valle Del Chota, Desamparados de San Juan, Santiago Morning, El Porvenir, Yaracuyanos, Chaco For Ever e Durazno trouxeram aos campos as cores mais estonteantes de chuteiras do momento, bem como fardamentos mais do que ousados para os goleiros. 

Foi uma verdadeira Fashion Weekend Futebolística, democrática e libertadora, mostrando que os gaúchos não ficam de fora das tendências da moda como se imaginava e que sabem soltar o seu lado mais sensível sem perder a macheza, tchê! Ainda, se viu de tudo em homenagem ao futebol sul-americano, relembrando times “ultra-modernos” do Uruguai, Paraguai, Argentina e Venezuela, com suas cores vivas e saltitantes. 

Reparem a beleza das chuteiras e suas cores excêntricas: “laranja-gari”, “rosa-franjê”, “azul-petróleo”, “azul-granada”, “amarelo-fosforescente”, a clássica “vermelha e branca”, trio “amarelo-branco-preto”, “barro antigo”, entre outras.

 "laranja-gari" - a bola não se perde de vista
"rosa-franjê" - o rosa no mundo masculino
"azul-petróleo" - um deslumbre
"azul-granada" - fabricado no Vietnã
"amarelo-fosforescente" - para partidas às tardinhas
"vermelho e branco" - o tradicional
"amarelo-branco-preto" - tendência europeia


"barro antigo" - direto de partidas na várzea
Porém, a grande sensação foi a combinação do jogador Paul, do time Yaracuyanos, com destaque especial para a sua chuteira nas cores “roxo-preto-branco”, em verdadeira sintonia com o fardamento. Um luxo! 


categoria só no caminhar

E olha que jogadores invejosos de Hijos de Acosvinchos até tentaram tirar o brilho de Paul mas não conseguiram, pois a combinação “roxo-preto-branco” foi a mais comentada e defendida pela torcida, senão espiemos o vídeo abaixo. 



Na ala dos goleiros veio uma grande inovação: a estampa tigresa. Mas houve também o renascimento do “verde-água em quadrículos”, design moderníssimo vestido por Todd Flanders. Ainda, o “verde-garrafa” (super na moda etílica), o “laranja-gari” e o “vermelho tradicionalista”, acompanhado de um acessório bem rústico: a barba gaudéria em formato de U.

estampa tigresa: a campeã de elogios


Todd Flanders e o "verde-água"
destaque para o "vermelho tradicionalista"














o impecável "verde-garrafa"
ao centro o "laranja-gari": inconfundível (crédito da foto: Lucas Cavalheiro)
Porém, o destaque especial foi mesmo para a camiseta de goleiro mais ousada e felina de todas as ImpedCopas, a “tigresa”, desejada descaradamente pelas beldades femininas que se encontravam na torcida e que não tiravam o olho dela. 

E no geral, a cor vitoriosa foi a “verde-limão com laranja-gari”, do fardamento dos Desamparados de San Juan, que embalou a taça no final da noite através da dura final com o Choré Central, dando encerramento a mais uma super produção futebolística do pessoal do Impedimento.


as equipes finalistas em jogo anterior à grande decisão
Agradecemos aos jogadores e figurantes espetaculares que fizeram da V ImpedCopa um dos eventos sociais mais comentados no mundo da moda, sendo que ficaremos no aguardo das tendências para o inverno 2012! Salve-se quem puder!

quarta-feira, novembro 30, 2011

Let the memories begin!


Já fazia muitos e muitos anos que não ia à terra do Mickey Mouse e confesso que não lembrava de alguns detalhes dos parques da Disneylândia, principalmente da sutil separação entre o universo Disneyworld (com os parques Magic Kingdom, Hollywood Studios, Epcot Center, Animal Kingdom e outros aquáticos) versus o Universal Studios (hoje dividido em Universal Studios e Island of Adventure), um parque totalmente “à parte”, ou melhor, dois parques totalmente “à parte”. A propósito, naquela época, lá na década de 90, nunca havia parado para pensar sobre isso. 

E o motivo é óbvio. 

Quando se pisa naquele chão encantado, não importa quem é quem, de onde vem o dinheiro, pra onde ele vai, importa sim quantas emoções serão vivenciadas e quantos desejos nascerão daquele mundo mágico. 

ao centro, o famoso e encantado Castelo da Cinderela
no Magic Kingdom
E acreditem, ideias é que não faltam quando se está assistindo aos shows de fogos de artifício e luzes no Magic Kingdom, ou aos shows de luzes e águas no Epcot Center. 

show de luzes no castelo
algo para ficar na memória
Danem-se as contas pra pagar, eu quero mais é me divertir como qualquer criança feliz faria. No worries, so naive. 

É claro que muitos anos depois muitas coisas mudaram, algumas para melhor, como o fato de a Sininho (Tinker Bell), em corpo de humana, despencar lá da torre do Castelo da Cinderela e cruzar pelo céu dos telespectadores, sabe se lá a que velocidade. É preciso muita coragem mágica pra descer a torre em um fio daqueles, principalmente com aquele figurino (espia na foto ao lado). Na minha época, a Sininho era apenas uma imagem futurística cruzando a torre do castelo e lançando o seu feitiço... e eu já achava aquilo sensacional! 

Todavia, deixou a desejar – e muito – a parada elétrica do Magic Kingdom à noite, quando então todos os personagens animados aparecem em carros alegóricos luminosos. Não quero exagerar, mas ninguém bate a beleza e a magia do carnaval carioca. Nem perto os americanos chegaram! E isso me entristeceu, pô, é a Disney, sacou?

Lembro que a minha primeira ida aos Estados Unidos foi para comemorar os meus 15 anos, embora eu já estivesse com quase 17. Ingressei numa excursão da UNESUL, juntamente com a minha prima e seus coleguinhas teen do Colégio Rosário... foram dias engraçadíssimos, ao mesmo tempo aterrorizantes. Ninguém segurava aquela galera embebecida pelos States e eu acabava sendo a chata por ser mais velha que os demais (todos na faixa dos 14 anos)... 

Então, anota aí algumas dicas pra aproveitar o Magic Kingdom: 

- chegue cedo, muitas são as atrações, e se prepare para ficar lá até às 21h30min, pois a parada elétrica começa às 20h, seguida do show de luzes no Castelo da Cinderela e dos fogos de artifício (sem falar que depois serão longos 50min até chegar no estacionamento); 

- o mês de outubro é um excelente período para assistir às atrações sem muita fila e sem o calor de matar da época de julho e agosto, contudo, vá de tênis, leve um protetor solar e uma toalha (sim, com certeza vais precisar); 

- pegue um mapa em português na entrada do parque e trace um caminho dinâmico para ver os espetáculos que mais te agradem, e use e abuse do fastpass, passaporte com horário marcado para determinadas atrações, evitando assim filas longas e demoradas (não é preciso pagar a mais por ele, já vem no pacote);

- não gaste dinheiro comprando água mineral no parque, vários são os bebedouros espalhados com água potável; 

- parada obrigatória no Splash Mountain para se refrescar e sentir o nó na barriga, seguido de um grito de arrepio (tudo bem que no meu caso eu gritei antes, já prevendo a queda!); 

- se alguém te disser que é melhor ir no primeiro banco dos brinquedos da Disney, abra o olho que pode ser conversa de sogro pra genro... a não ser que tu queiras viver grandes emoções (o Paul que o diga); 

- esqueça a rotina e viva a fantasia! 

Quem vai a Disney e se decepciona é porque não libertou a criança de dentro de si.

domingo, setembro 11, 2011

Complicando o simples


Quando eu era pequena gostava de vestir os vestidos da minha mãe, principalmente calçar os sapatos de salto alto e sair desfilando pela casa – aventura essa que acredito todas nós, meninas, tenha vivenciado um dia na vida.

Eu também adorava fuçar nas infindáveis necessaires que ela tinha, contendo diversos batons – a maioria em tom vermelho – e milhares de sombras, blushes, lápis, pós, bases... aquilo era uma maravilha pra mim, ficava olhando as cores, imaginando para que servia cada coisa e como seria quando eu fosse “grande”.

Esmaltes então, nem vou comentar... era tanto vidrinho... a maioria nas cores vermelha. Eu adorava ficar olhando, mas nunca pedi para pintar a unha quando era pequena, eu achava aquilo muito esquisito.

Pois o tempo foi passando, passando, eu fui crescendo, crescendo, e nunca fui tão chegada na tal “maquilagem”. Só de olhar para tanta coisa já me cansava, até porque o meu negócio na adolescência era outro: esportes. E pra isso, bastava um par de tênis e um abrigo, sem “frufru” no rosto.

Embora minha mãe tentasse me alertar que toda mulher “tinha” que ser vaidosa (mulher vaidosa = bom marido), não adiantava... lá seguia eu, com a minha peruca estilo “Ravengar”, uma espinha ali outra acolá, cara limpa, batonzinho cor da boca e um esmalte daqueles bem branquinhos, quase transparente.

Minha avó materna também era muito vaidosa: lâncome no rosto todos os dias, perfume francês, maquiagem perfeita, unhas pintadas e muita pose de gente chique. Essa parte da genética da família materna acho que parou de se espalhar com a minha mãe, porque nem assim eu me inspirava. E o lado culinário também, eu simplesmente não queria saber nada dessas coisas, tipo, "essas coisas de mulher”.

Minha avó paterna, embora bem menos vaidosa, não saía de casa sem um bom batom vermelho. Ah, o tal batom vermelho... frequentemente ouvia falar, não importava a roupa, estando com um batom vermelho, a mulher sempre será notada.

Só que no meu caso a minha profissão começou a me exigir certos “cuidados”. Não, não trabalho com moda ou publicidade, mas é preciso uma postura séria e responsável quando se trata dos problemas jurídicos dos outros.

E a coisa começou a apertar mesmo depois dos trinta. “Bah”, como dizemos aqui no sul do país, deixei os esmaltes branquinhos para me aventurar nos coloridinhos, incluindo aí os vermelhos (e abrindo um parênteses, meu primeiro esmalte vermelho foi o “Gabriela” da Risquè, presente da Aline, que naquela ocasião me disse que a hora que começasse a usar não ia mais parar, porque ficava lindo na mão aquela cor – eu ainda ri, pensando comigo: “jamais vou usar isso aí”).

Depois dos esmaltes, então só faltava os cremes para o rosto, a maquilagem e o clássico batom vermelho. O pior de tudo não é a mudança de hábito, mas a falta de tempo para ele. É tanta coisinha, creme aqui, creme lá, pincel não sei do que, blush, pó compacto, hidratante, protetor solar, batom.. ufa!

Então, a marinheira de primeira viagem precisa consultar o que acontece lá fora ou, pelo menos, ter em casa o básico do básico para entrar no mundo burocrático da maquilagem. E navegando por aí, encontrei um videozinho – curto e grosso – com várias dicas para “enfeitar” o rosto, só que percebi que o negócio está tão aprofundado (acredito que deva existir até faculdade de maquilagem) que para passar um simples batom vermelho é preciso inúmeros produtos.

Saca só as dicas da maquiadora Vanesa Rozan:



Assim não dá: é muita burocracia só pra pintar a boca!!!

Prefiro mesmo a dica da minha avó paterna, hoje com 92 anos: batom vermelho na boca direto, sem frescuras!!! Olha como ela fica bem de vermelho!




domingo, agosto 28, 2011

Um tributo à infância



"Vou pintar um arco-íris de energia
Pra deixar o mundo cheio de alegria
Se tá feio ou dividido
Vai ficar tão colorido
O que vale nessa vida é ser feliz

Com o azul eu vou sentir tranqüilidade
O laranja tem sabor de amizade
Com o verde eu tenho a esperança
Que existe em qualquer criança
E enfeitar o céu nas cores do amor
No amarelo um sorriso
Pra iluminar feito o sol tem o seu lugar
Brilha dentro da gente
Violeta mais uma cor que já vai chegar
O vermelho pra completar meu arco-íris no ar

Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia
Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia
Eô, eô
Eô, eô
Eô, eôôôôôô...

No amarelo um sorriso
Pra iluminar feito o sol tem o seu lugar
Brilha dentro da gente
Violeta mais uma cor que já vai chegar
O vermelho pra completar meu arco-íris no ar
Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia
Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia
Eô, eô
Eô, eô
Eô, eôôôôôô...

Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia
Toda cor têm em si
Uma luz uma certa magia
Toda cor têm em si
Emoções em forma de poesia"

(Xuxa)

domingo, julho 03, 2011

"Eu odeio segundas-feiras"


Nunca havia penetrado no âmago do ódio de Garfield pelas segundas-feiras, até ter encontrado uma segunda-feira para ficar na memória. Melhor, para ficar gravada ao pé do ouvido.


27.06.2011 - segunda-feira

O celular toca o alarme de costume – são 5h50min.

Está um frio de matar (para não dizer “ducaralho”), mas tenho que levantar da cama, tomar banho, tomar café, juntar minhas coisas e ir trabalhar. Detalhe: tenho que viajar 120Km para chegar no meu destino a tempo da primeira audiência, às 8h50min.

Comigo também acordam todos: o meu gato (humano) e a nossa gatinha (felina).

Notícias externas informam que caiu uma árvore na Av. Borges de Medeiros, tendo em vista o vento forte. Lembro que as janelas não pararam de bater a noite toda – que coisa bem irritante.

São 7h e sigo o meu destino até o litoral norte: ainda está escuro, mas consigo enxergar a árvore caída da Av. Borges de Medeiros e há uma estranha sensação na rua de que não existe mais vida humana na capital gaúcha – é o frio, ele definitivamente chegou.

Não consigo tirar o casaco dentro do carro, mesmo com o ar-condicionado ligado no quente.

No caminho, o carro balança pra cá e pra lá, mesmo sem nenhum veículo ultrapassando na pista. Interessante, podia jurar que alguma nave extraterrestre estaria tentando me levar daqui, puxando o carro que ora está sob o meu controle, ora está sob o controle da natureza.

Uma hora e meia depois estou na sala de audiências: cheguei na hora (me odiaria se não chegasse na hora). O ar-condicionado da sala está estragado e não funciona – tenho dúvidas se ainda tenho dedos na mão.

Vou para a minha sala. Poucos minutos depois toca o telefone: uma amiga vem me dar uma notícia triste, não compatível com a minha intuição sobre o caso e, repentinamente, falta luz em toda a rua. Mistérios...

O frio passa a ser notícia em todos os jornais e meios de comunicação: "temperatura mínima em Porto Alegre nesta segunda-feira é de 4ºC".

Curiosamente, o frio ataca inclusive aquele estado brasileiro do norte que 90% da população acredita que não existe: falo do Acre.

A manhã é perdida por causa da falta de luz: sem audiências, sem computador, sem impressora... começo a pensar em Garfield: que manhã perdida! Podia ter ficado na cama, é o que o meu gato (humano) diria, mas jura que eu conseguiria dormir tendo gazeado o trabalho.

Ao andar pela cidade, cartazes rasgados pelo vento, publicidades destruídas, postes caídos, folhas secas e panfletos comerciais voando pelos ares... chego no supermercado e faço algumas compras. Estranho,vejo apenas eu e os funcionários no local.

Chegando na garagem do meu prédio, ouço o barulho de um carro subindo a rampa com pressa, penso que deve ser um vizinho com muita fome ou com muita vontade de ir ao banheiro. Tiro a minha mala do carro e as compras do supermercado, calmamente. Há algo estranho no ar, mas só me dou conta disso quando chamo o elevador e ele não vem. Não há luzes piscando, não há luz no prédio! Putz grilis, estou sem elevador!

Estou no primeiro andar. Lá vou eu pelas escadas mesmo. Primeiro subo cinco andares com a minha mala e cruzo com várias vizinhas que nunca vi na vida. Deixo a mala no meu apartamento e volto para pegar as compras no carro. No caminho da escadaria encontro com a zeladora que me relata que o vizinho do 14º andar ficou preso no elevador (penso comigo: deve ter sido o apressadinho aquele – risos internos, seguido de uma risada maléfica). Contudo, a luz voltou por segundos e ele conseguiu descer em um andar qualquer, tendo que subir os demais pela escada. Subo os demais degraus rindo: sempre pode ser pior!!!

Depois do almoço, a luz volta no trabalho. Olho para a rua e vejo um poste caído à margem da calçada e penso: por sorte caiu no horário do almoço e não tinha um carro estacionado ali. Olho os coqueiros existentes dentro do pátio do fórum e imagino que eles podem cair no meu carro...

Nesse exato momento de reflexão, ao sair do carro no pátio do fórum, ventos com sei lá quantos quilômetros de velocidade atingem a porta do meu carro – que estava quase aberta -, a qual violentamente encaixota a ponta da minha pequena orelha direita.

Fico desnorteada: não sei se o que está doendo é a paulada ao pé do ouvido ou o frio no corpo todo. De imediato, coloco minhas mãos congeladas (estilo Bob do X-Men) na orelha – sinto um certo alívio. Quem sou eu?

Durante a tarde, minha estagiária fala do medo que tem de as ondas do mar e o Rio Tramandaí avancem em sua casa e lhe consumam a vida pela água – é tanto desastre para um dia nublado e frio... tudo o que eu sinto é um forte calor na orelha direita – estaria alguém falando de mim, ou em mim??? Ouço as batidas do coração na orelha e penso – que coisa bizarra.

No fim do dia, tudo o que eu desejo é estar em frente a minha pequena estufa – aquela que só uso em circunstâncias muito críticas, tendo em vista meu histórico de alergias. Penso que só um banho quente pode me salvar. Ligo o chuveiro a gás, pois o elétrico não dá conta do recado. Nada de ouvir o barulho do motorzinho do junker... ele não está funcionando. Diabos!

Nada pode ser pior em uma segunda-feira de frio do que não ter água quente no chuveiro. A pilha do junker parece que acabou. Definitivamente, eu odeio segundas-feiras (plagiando descaradamente o Garfield)!

São 18h36min e tenho que ir até o supermercado, sendo que esse é o pior horário para estar lá, pois a gerência prefere economizar nos funcionários que atendem no caixa, enquanto acabam por exercitar a paciência em seus clientes.

A essa altura do campeonato a ponta da minha orelha já estava roxa e adormecida. O resto do meu corpo parecia andar na mesma frequência, mas ainda precisava de mais um pouco de calma, até chegar em casa e, finalmente, não sentir tanto frio.

Final do dia, só para ter certeza de que era um segunda-feira para se odiar, o micro-ondas não aquece a sopa de capeletti adequadamente. Mais dois minutos de espera para, enfim, acabar a noite embaixo das cobertas.

A segunda-feira caiu, literalmente, em cima de mim.




domingo, março 06, 2011

A concha de março

Nesta última sexta-feira ganhei um presente inusitado da minha mãe: uma concha do mar.




Quando era pequena, costumava procurar e catar as conchas e estrelas do mar na praia de Cidreira e, anos depois, na praia do Cassino.
Como se elas pudessem se defender dos humanos, principalmente da curiosidade de uma criança.

Ficava fascinada com as curvas e estruturas desses seres marinhos, todas muito complexas para uma pessoinha de 6 anos de idade, que não sabia ainda se era menina ou menino, em razão do corte curtíssimo do cabelo, desbastado estilo “Chitãozinho e Xororó” (coisas de minha avó materna, que eram permitidas pela minha mãe), da vontade de jogar de futebol e de andar atrás do meu irmão e do meu primo mais velhos.

[Parênteses: e agora falando do meu cabelo de criança (para não dizer a minha “peruca”), não posso esquecer de mencionar que foi minha tia paterna que me salvou de uma terapia a se iniciar na adolescência. Lembro que depois de tanto parecer um menino salvagem (parecido com aquele amiguinho do Mel Gibson em “Mad Max além da cúpula do trovão”), minha tia deu um basta: fez o primeiro rabicó nos meus cabelos e disse que depois daquele dia ninguém mais ia cortar o meu cabelo daquele jeito. Obrigada!]



Mas voltando às conchas e estrelas do mar...
Lembro que os adultos diziam que se podia ouvir as ondas do mar colocando o ouvido dentro de uma concha, e eu ficava intrigada com aquilo... e também maravilhada.

Assim, a primeira coisa que fiz quando ganhei o meu presente foi, é claro, lançá-la próximo do ouvido. E não é que tinha barulho das ondas do mar mesmo!!!

(para saber sobre a formação das conchas, leia em “mundo estranho”)

Embora digam que, na verdade, o que ouvimos é a soma de vários ecos produzidos pela concha, fenômeno este que se chama “reverberação”, haja vista a sua forma interior semelhante a um labirinto em espiral, prefiro ficar com a mágica das ondas...

A propósito, transformarei minha concha em meu amuleto, como no filme “Inception”, em português “A origem”, com Leonardo di Caprio. Contudo, será meu amuleto do subconsciente, dos sonhos e das fantasias, e não da realidade. Quem viu o filme sabe do que eu estou falando (eu espero...).

Não podemos perder de vista a criança que um dia existiu em nós, nem que ela tenha tido uma peruca insuperável na infância.

domingo, janeiro 02, 2011

UM ANO NOVINHO EM FOLHA...

No ar, promessas de tempos melhores.

Uma chuva fina e refrescante penetra o segundo dia do ano de 2011.
Que maravilha, hoje é domingo.

Imbituba, SC, 2 de janeiro de 2011

Uma roda de mate recomeça e notícias são lidas de um jornal local.
Há quem prefira pular na piscina e investigar a churrasqueira do hotel, privativa dos funcionários (“coisa de catarina”, pensam uns).

E há quem pretenda atualizar esse blog, tão só de si mesmo.

Um dos últimos solos a ser pisado em 2010 foi a terra da garopa.


Garopaba, SC, 31 de dezembro de 2010


O paraíso outrora encantado, infelizmente, agora é encontrado abarrotado de pessoas, de poluição sonora, de urbanização...

Saudades daquela Garopaba livre de grifes, de celebridades, de tunt tunt, em que se andava pra cá e pra lá com a mesma havaiana por ruas pacatas, com os anseios de liberdade de tudo o que sufocava, dominava e manipulava. Era apenas o sol, a brisa leve, o silêncio e os bons amigos.

Contudo, vem a globalização e com ela outras descobertas são feitas: a tranquila Praia de Imbituba (primeira foto acima).

E que 2011 seja um ano cheio de descontração e muita dança, pois a virada assim o foi! Ha!

Virada 2010/2011: atenção para o detalhe no telão

quarta-feira, setembro 22, 2010

Nessas eleições, diga SIM ao vandativismo!

Quem me conhece sabe: sou contra qualquer forma de vandalismo.

Porém, contudo, me descobri adepta do vandativismo ao assistir o vídeo abaixo.

E talvez muitos de vocês também sintam uma vontade louca de comprar uma máscara preta (no melhor estilo Zorro), um spray de tinta e uma caixa de fósforo.

Infelizmente, a realidade deste país, carente de políticos corretos e rico de brasileiros que se vendem por uma migalha do Bolsa Família, é o reflexo do que se vê nas ruas: ninguém respeita as regras eleitorais, ninguém respeita a rotina do cidadão honesto, ninguém se importa em pagar uma multinha ali, outra acolá, porque, afinal de contas, o cidadão vai continuar votando nas mesmas pessoas tacanhas de sempre.

Por isso, nessas eleições, diga SIM ao vandativismo!!!

quarta-feira, julho 21, 2010

Tempo de vuvuzelas sem emoção

Depois daquela copa do mundo de 1998, em que o Brasil entregou a taça para a França, permitindo que a imaginação sobre toda aquela celeuma perdurasse até os dias de hoje, nunca mais a copa do mundo foi a mesma.

Pelo menos pra mim, torcedora do Brasil.

Ainda lembro do brilho, da garra, da disposição, do amor pela camiseta daqueles jogadores da copa de 1994, e incluo aí o capitão Dunga, embora eu tenha a mesma antipatia por ele do que ele tem pela vida (em um outro post eu conto essa história).



Dunga e o único sorriso que deu na vida: nem Branco nem Romário acreditaram na cena

Nenhum brasileiro que consciente viveu aquela época esquecerá dessas cenas, que ficarão marcadas para sempre na memória daqueles que mesmo sem entender lhufas de futebol, acompanharam essa seleção mágica de 1994.

Bebeto embalando as emoções daquela copa


"vai que é tua, Tafarel"

De lá pra cá, ninguém mais vingou, nem a vitória brasileira na copa de 2002, no Japão.

"O Fenômeno", se antecipando no tempo e pedido a número um, até virar o Gorducho dos dias atuais


Prefiro nem comentar o fiasco que foi a copa de 2006, na Alemanha: uma seleção sem alma, sem vontade, sem espírito esportivo e com muitos cardaços para amarrar.


E aí vem 2010.


O brilho dessa copa ficou a cargo, com certeza, da alegria do povo africano, das suas danças, músicas, cores e sorrisos. E nem isso foi capaz de animar a brasileira aqui, tão carente de uma seleção carismática, enigmática, fantástica, como a de 1994.


O capitão Lúcio bem que tentou, foi guerreiro, correu atrás da jabolani, mas ele era o líder de uma torcedora Só.


(não deu, pessoal)

segunda-feira, abril 26, 2010

Não pare de acreditar

Depois que o INTERNACIONAL permitiu que o pior acontecesse - uma vitória do rival dentro da nossa própria casa [lotada] - e a perda de nosso querido capitão - GUIÑAZU (que não participará do próximo GRENAL por ter recebido o terceiro cartão amarelo), só com o som dessas crianças para seguir a semana...

Alguém consegue não se animar com eles?


Don´t stop believin'!!!

(domingo que vem tem mais!)


domingo, março 21, 2010

Sobre a minha aversão a fumantes...

Um milhão de palavrões passam pela minha cabeça toda a vez que encontro um sem número de mulheres sem educação que trabalham para o Judiciário gaúcho e que fumam no banheiro do 10º andar do Foro Central, sem qualquer respeito com as demais pessoas.

Há um mega cartaz, colorido, bem escrito, comunicando às fumantes femininas de sua impossibilidade de praticarem esse enfadonho vício no quarto de banho, porém, toda vez que lá ingresso, tenho que dar meia volta.

Dou meia volta porque o cheiro do cigarro me tira da minha mansietude e me mostra o meu lado mais cruel e perverso. Nem tenho coragem de listar todas as maldades que já passaram pela minha cabeça, e lembrem que os requintes seriam baseados na minha experiência como auxiliar de necropsia. Quem sabe, sabe, Jack.

Outro dia o Paul me mandou esse link aqui, deixo para reflexão. Estou até pensando em imprimir o texto e colocar no banheiro feminino.

Segue o texto, por Alexandre Soares Silva:

"Ei, fumantes

Imagino um mundo em que as pessoas gostam de ficar girando com estrume na mão. Porque, sei lá, é gostoso ficar sentindo a força centrífuga do estruminho na palma da sua mão, os pedaços voando por entre os seus dedos.

E deve ser mesmo, mas fede, né? E espalha estrume pra todos os lados? Daí, como fede, e espalha pra todos os lados, as pessoas que ainda não pegaram o costume começam a reclamar.

-Uh, que fresca, não pode rodopiar bosta perto dela! Oh, des-cul-pe!, diz o sujeito rodopiando bosta entre as mesas do restaurante. Garçons o escoltam até a calçada, cheia de gente rodopiando bosta.

Sem parar de rodopiar, e se bostejando recíproca e gostosamente, conversam indignados:


-Na Alemanha hitlerista que era assim, você não podia rodopiar bosta na frente do Hitler que ele ficava uma arara.

-Acabou a época do glamour.

-Daqui a pouco a gente só vai poder rodopiar bosta trancado no banheiro.

-Absurdo!

-Humphrey Bogart vivia rodopiando bosta nos filmes dele. Nada mais sexy que a Lauren Bacall com a cara toda respingada.

-Essa gente não tem estilo.


Enquanto isso clientes tentam entrar no restaurante contornando os rodopiadores, exagerando até, não precisava tanto! não é urânio!, e resmungando, lançando olhares, por causa de uma gotinha ou duas em seus preciosos cabelos.

-Que foi, atingi a Princesa com a minha grotesca bosta de cavalo? Oh, des-cul-pe!"

Loucuras desse verão

- caminhar às 18h, horário de verão, em pleno Gasômetro, sem vento. Ah, e no domingo;
- dormir sem ar-condicionado, ventilador de teto, ou ventilador normal. Ah, e com a janela fechada.

Isso basta, não?

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Os pitaqueiros do carnaval

De quando em quando eu gosto de ouvir os comentários futebolísticos e todos os pitacos que os jornalistas e afins dão nesses programas radiofônicos, todos os dias.

É interessante ouvir os “riquíssimos ensinamentos” sobre como ser um excelente técnico de futebol, como escalar perfeitamente o time e como fazê-lo ganhar, mesmo estando quase na zona de rebaixamento. Ah, sem falar nas críticas que jogadores e técnicos recebem por não atenderem, simpaticamente, a imprensa, como se eles não tivessem um bom motivo para assim agirem...

Juro que quase cheguei a entrar em contato com uma dessas rádios, só para saber quanto ganha um ser humano que exerce tal atividade, depois de tantas coisas terríveis que já ouvi. Porém, desisti. Não sei se valeria a pena entrar nessa guerra de palavras e pensamentos. Ademais, toda regra tem uma exceção. Oremos.

Não farei nenhuma crítica quanto ao português empregado (ou desempregado, digamos), façamos de conta que todos os que possuem o poder da palavra, tanto no rádio como na TV, possuem, no mínimo, o ensino superior incompleto... oremos novamente.

Eu havia esquecido, depois de quase dois anos sem acompanhar os desfiles de carnaval do Rio de Janeiro pela TV, que os comentaristas estão lá também. E, ao assistir maravilhada a criatividade de cada escola de samba, renovada a cada ano, parei para prestar atenção na narrativa carnavalesca...

A primeira coisa que me veio à cabeça: ainda bem que não é a voz do Galvão Bueno! Só isso já acalmou a minha alma, embebecida pelas cores e pelo batuque da bateria... mas convenhamos: de onde eles tiram aqueles comentários? Será que as escolas de samba não poderiam antecipar o enredo?

Penso, humildemente, que comentar futebol é pra qualquer um. Qualquer um que goste, no mínimo, de praticar o esporte, e saiba, profundamente, o quanto é emocionante dominar uma bola e chutá-la em gol, dar um “olé” qualquer, fazer uma defesa acrobática inesquecível e acertar um passe no pé do companheiro de campo.

Contudo, para comentar o carnaval, é preciso, no mínimo, um pouco de vivência dentro do barraco, ao lado do suor da pele, do bordado que durou meses para ser feito, do peso da fantasia, do sentido da melodia, da razão do samba, da ordem dos acontecimentos. Eu não tenho essa experiência, e seria uma excelente pitaqueira do carnaval.

O jeito é ficar mais dois anos distante do desfile de carnaval do Rio de Janeiro que passa na TV, ou, na pior das hipóteses, é ficar sem o agitado batuque da bateria... silêncio absoluto. Em pleno carnaval.

sábado, fevereiro 13, 2010

A FALSÁRIA

Foi em uma dessas oportunidades baratas que aquela criaturinha se jogou embaixo do primeiro carro que apareceu. Era o seu grande dia de sorte, depois de ter tentado aplicar esse golpe durante muitos dias.

Ocorre que o carro parou e dele saiu uma generosa jovem, disposta a ajudar da melhor maneira possível aquele serzinho assustado. Tal jovem, conhecida por “Felícia”, era fã de felinos.

Aquela criaturinha, cinza-tigrada, olhos verdes, quatro patas, estava imóvel, mal se mexia, e havia um calombo na cabeça com resquícios de sangue. Nitidamente se encontrava desnutrida e aparentava ter sido violentamente espancada. Era uma cena de dar dó a qualquer ser humano. Olhar fixo para o horizonte, a criaturinha orava para os céus, como quem pedia ajuda ao vento.

Porém, toda essa cena, digna dos filmes de Hollywood, era apenas para impressionar.

E aquela jovem, amante de gatos, iludida por aquela armação, não pensou duas em vezes em levar aquela criaturinha para sua casa e dar-lhe toda a atenção necessária.

E foi em sua casa que a falsária se apresentou primeiramente como “Enzo”, tendo recebido banhos diários, muito leite e uma boa vida, digna de todo e qualquer gato rico.

Os dias foram passando e a falsária demonstrava ser um felino amável, merecedor daquele lar aconchegante, cheio de regalias e mimos, tendo sido transferida para a casa da vovó, onde receberia carinhos em quádruplo.

Na primeira consulta ao veterinário, por estar muito abatida e abandonada (perfil que ela simulou), ninguém ainda havia descoberto que “Enzo” se tratava de uma fêmea... e ela continuou a simulação.

Contudo, nenhuma mentira dura para sempre. Foi quando, na segunda consulta ao veterinário, a máscara caiu. “Enzo”, em verdade, se tratava de “Luly Baluly”, felina foragida da Itália (por isso o nome “Enzo”), aplicadora de golpes em humanos.

Descobriu-se, através de contato com a polícia secreta italiana, que “Luly Baluly” aplicou o mesmo golpe no Vaticano, mas teria sido descoberta por um pastor alemão, o qual, em visita de rotina nos aposentos do Papa, flagrou a gatuna dormindo em lençois de seda pura.

Porém, antes de ser presa, a gatuna se refugiou no Brasil, o paraíso dos criminosos, tendo sido vista, pela última vez, na doce Paris dos Pampas Gauchos.

Se alguém a tiver visto por aí, ligue para LINHA FELINA DIRETA, 0800-miau-miau.

Sua identidade será preservada.


Luly Baluly em sua última aparição pelo Brasil

domingo, janeiro 10, 2010

Antes tarde do que mais tarde

2009 passou e com ele veio a realização de um antigo sonho, ou melhor, um sonho adolescente, daqueles que a gente pensa que nunca vai se concretizar.

Quando eu tinha os meus 13, 14 anos, eu e umas amigas éramos alucinadas por uma banda pop americana. Em decorrência disso, criamos um fã-clube, com direito à carteirinha impressa em serigrafia, reuniões de diretoria e a publicação de um jornalzinho semanal – era tudo muito profissional.

A nossa diversão era trocar correspondência com outras fãs, espalhadas por esse Brasil afora (nessa época não tínhamos internet, era tudo na escrita mesmo, cartinha com selo do correio e tudo o mais), dividir materiais publicados em revistas e jornais e, principalmente, sonhar com uma ida ao Rock in Rio II (que, monetariamente, era impossível para nós).

O máximo que conseguimos chegar perto deles foi através de uma revista americana importada, que o pai de uma das minhas amigas comprou nos Estados Unidos... era como se soubéssemos que realmente eles deram aquela entrevista, que eles eram “reais”.

Nós também costumávamos comemorar os aniversários dos integrantes da banda, como se fosse o aniversário de nossos maridos, ou de pessoas muito próximas – a propósito, cada uma das gurias era apaixonada por um dos integrantes, assim, não havia brigas, pois éramos em número de 5 e eles também.

Não, não. Prefiro ainda não revelar o nome da banda.
Vamos primeiro curtir esse momento da adolescência, de sonho e fantasia, de poesia e música, de vida intensa...

Também costumávamos ensaiar e dançar as músicas deles, seguir os seus passos (step by step), fazer suas caras e bocas e, é claro, se vestir como eles (senão não teria graça nenhuma, certo?). Abrindo outro parênteses: certa vez, fomos “convidadas” a dançar uma de suas músicas mais conhecidas na semana da criança em uma escola pública da cidade em que morávamos. Foi uma das coisas mais LOUCAS e mais DIVERTIDAS que já fiz na vida.

O tempo foi passando, nós fomos crescendo, eles foram crescendo e, um tempo depois de todo o estouro pop, a banda acabou. Cada um seguiu o seu caminho, uns lançaram carreira solo, outros viraram produtores e outros, atores. Nós também, cada uma seguiu o seu sexto sentido, mas sempre com aquela magia em comum.

O fato é que em 2008 eles RESSUSCITARAM.
Acho que caíram da cama e bateram com a cabeça.
Sim, depois de estarem descapitalizados, resolveram se juntar novamente e ganhar uma graninha extra. Pasmém: a volta tinha tempo marcado – apenas 6 meses. Mas o pior de tudo é que eles começaram a ganhar dinheiro novamente, MUITO DINHEIRO, então o prazo de 6 meses caiu por terra.

Foi quando uma das minhas melhores amigas (e também presidente do fã-clube na época) me mandou um e-mail com a agenda de show deles para 2009 e com a seguinte frase: “Vamos vê-los?”.
A turnê deles era pelos Estados Unidos e nós, moças já feitas na vida, não tínhamos nada a perder, a não ser alguns dólares... passaporte e visto na mão, lá fomos nós para Chicago!

É difícil descrever a emoção de realizar um sonho, principalmente 18 anos mais tarde e ao lado de alguém que viveu as mesmas fantasias.
E os americanos tem esse talento incrível de transformar momentos em superproduções de Hollywood.

Foi assim que, muitos anos depois, aquela MAGIA da adolescência voltou, com cores e brilhos mais fortes, com direito a frio na barriga, contato de perto com os nossos ídolos do passado e a certeza de que NADA NESSA VIDA É IMPOSSÍVEL.

Pois, antes tarde do que mais tarde.





NKOTB FOREVER!

Joe, Jonathan, Donnie, Danny e Jordan

18 anos depois, eles estão de volta

Danny e Donnie, só pra nós

Danny, a two steps...

as adolescentes mais felizes de 2009!!!