Sobre a minha aversão a fumantes...
Um milhão de palavrões passam pela minha cabeça toda a vez que encontro um sem número de mulheres sem educação que trabalham para o Judiciário gaúcho e que fumam no banheiro do 10º andar do Foro Central, sem qualquer respeito com as demais pessoas.
Há um mega cartaz, colorido, bem escrito, comunicando às fumantes femininas de sua impossibilidade de praticarem esse enfadonho vício no quarto de banho, porém, toda vez que lá ingresso, tenho que dar meia volta.
Dou meia volta porque o cheiro do cigarro me tira da minha mansietude e me mostra o meu lado mais cruel e perverso. Nem tenho coragem de listar todas as maldades que já passaram pela minha cabeça, e lembrem que os requintes seriam baseados na minha experiência como auxiliar de necropsia. Quem sabe, sabe, Jack.
Outro dia o Paul me mandou esse link aqui, deixo para reflexão. Estou até pensando em imprimir o texto e colocar no banheiro feminino.
Segue o texto, por Alexandre Soares Silva:
"Ei, fumantes
Imagino um mundo em que as pessoas gostam de ficar girando com estrume na mão. Porque, sei lá, é gostoso ficar sentindo a força centrífuga do estruminho na palma da sua mão, os pedaços voando por entre os seus dedos.
E deve ser mesmo, mas fede, né? E espalha estrume pra todos os lados? Daí, como fede, e espalha pra todos os lados, as pessoas que ainda não pegaram o costume começam a reclamar.
-Uh, que fresca, não pode rodopiar bosta perto dela! Oh, des-cul-pe!, diz o sujeito rodopiando bosta entre as mesas do restaurante. Garçons o escoltam até a calçada, cheia de gente rodopiando bosta.
Sem parar de rodopiar, e se bostejando recíproca e gostosamente, conversam indignados:
-Na Alemanha hitlerista que era assim, você não podia rodopiar bosta na frente do Hitler que ele ficava uma arara.
-Acabou a época do glamour.
-Daqui a pouco a gente só vai poder rodopiar bosta trancado no banheiro.
-Absurdo!
-Humphrey Bogart vivia rodopiando bosta nos filmes dele. Nada mais sexy que a Lauren Bacall com a cara toda respingada.
-Essa gente não tem estilo.
Enquanto isso clientes tentam entrar no restaurante contornando os rodopiadores, exagerando até, não precisava tanto! não é urânio!, e resmungando, lançando olhares, por causa de uma gotinha ou duas em seus preciosos cabelos.
-Que foi, atingi a Princesa com a minha grotesca bosta de cavalo? Oh, des-cul-pe!"
domingo, março 21, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Os pitaqueiros do carnaval
De quando em quando eu gosto de ouvir os comentários futebolísticos e todos os pitacos que os jornalistas e afins dão nesses programas radiofônicos, todos os dias.
É interessante ouvir os “riquíssimos ensinamentos” sobre como ser um excelente técnico de futebol, como escalar perfeitamente o time e como fazê-lo ganhar, mesmo estando quase na zona de rebaixamento. Ah, sem falar nas críticas que jogadores e técnicos recebem por não atenderem, simpaticamente, a imprensa, como se eles não tivessem um bom motivo para assim agirem...
Juro que quase cheguei a entrar em contato com uma dessas rádios, só para saber quanto ganha um ser humano que exerce tal atividade, depois de tantas coisas terríveis que já ouvi. Porém, desisti. Não sei se valeria a pena entrar nessa guerra de palavras e pensamentos. Ademais, toda regra tem uma exceção. Oremos.
Não farei nenhuma crítica quanto ao português empregado (ou desempregado, digamos), façamos de conta que todos os que possuem o poder da palavra, tanto no rádio como na TV, possuem, no mínimo, o ensino superior incompleto... oremos novamente.
Eu havia esquecido, depois de quase dois anos sem acompanhar os desfiles de carnaval do Rio de Janeiro pela TV, que os comentaristas estão lá também. E, ao assistir maravilhada a criatividade de cada escola de samba, renovada a cada ano, parei para prestar atenção na narrativa carnavalesca...
A primeira coisa que me veio à cabeça: ainda bem que não é a voz do Galvão Bueno! Só isso já acalmou a minha alma, embebecida pelas cores e pelo batuque da bateria... mas convenhamos: de onde eles tiram aqueles comentários? Será que as escolas de samba não poderiam antecipar o enredo?
Penso, humildemente, que comentar futebol é pra qualquer um. Qualquer um que goste, no mínimo, de praticar o esporte, e saiba, profundamente, o quanto é emocionante dominar uma bola e chutá-la em gol, dar um “olé” qualquer, fazer uma defesa acrobática inesquecível e acertar um passe no pé do companheiro de campo.
Contudo, para comentar o carnaval, é preciso, no mínimo, um pouco de vivência dentro do barraco, ao lado do suor da pele, do bordado que durou meses para ser feito, do peso da fantasia, do sentido da melodia, da razão do samba, da ordem dos acontecimentos. Eu não tenho essa experiência, e seria uma excelente pitaqueira do carnaval.
O jeito é ficar mais dois anos distante do desfile de carnaval do Rio de Janeiro que passa na TV, ou, na pior das hipóteses, é ficar sem o agitado batuque da bateria... silêncio absoluto. Em pleno carnaval.
De quando em quando eu gosto de ouvir os comentários futebolísticos e todos os pitacos que os jornalistas e afins dão nesses programas radiofônicos, todos os dias.
É interessante ouvir os “riquíssimos ensinamentos” sobre como ser um excelente técnico de futebol, como escalar perfeitamente o time e como fazê-lo ganhar, mesmo estando quase na zona de rebaixamento. Ah, sem falar nas críticas que jogadores e técnicos recebem por não atenderem, simpaticamente, a imprensa, como se eles não tivessem um bom motivo para assim agirem...
Juro que quase cheguei a entrar em contato com uma dessas rádios, só para saber quanto ganha um ser humano que exerce tal atividade, depois de tantas coisas terríveis que já ouvi. Porém, desisti. Não sei se valeria a pena entrar nessa guerra de palavras e pensamentos. Ademais, toda regra tem uma exceção. Oremos.
Não farei nenhuma crítica quanto ao português empregado (ou desempregado, digamos), façamos de conta que todos os que possuem o poder da palavra, tanto no rádio como na TV, possuem, no mínimo, o ensino superior incompleto... oremos novamente.
Eu havia esquecido, depois de quase dois anos sem acompanhar os desfiles de carnaval do Rio de Janeiro pela TV, que os comentaristas estão lá também. E, ao assistir maravilhada a criatividade de cada escola de samba, renovada a cada ano, parei para prestar atenção na narrativa carnavalesca...
A primeira coisa que me veio à cabeça: ainda bem que não é a voz do Galvão Bueno! Só isso já acalmou a minha alma, embebecida pelas cores e pelo batuque da bateria... mas convenhamos: de onde eles tiram aqueles comentários? Será que as escolas de samba não poderiam antecipar o enredo?
Penso, humildemente, que comentar futebol é pra qualquer um. Qualquer um que goste, no mínimo, de praticar o esporte, e saiba, profundamente, o quanto é emocionante dominar uma bola e chutá-la em gol, dar um “olé” qualquer, fazer uma defesa acrobática inesquecível e acertar um passe no pé do companheiro de campo.
Contudo, para comentar o carnaval, é preciso, no mínimo, um pouco de vivência dentro do barraco, ao lado do suor da pele, do bordado que durou meses para ser feito, do peso da fantasia, do sentido da melodia, da razão do samba, da ordem dos acontecimentos. Eu não tenho essa experiência, e seria uma excelente pitaqueira do carnaval.
O jeito é ficar mais dois anos distante do desfile de carnaval do Rio de Janeiro que passa na TV, ou, na pior das hipóteses, é ficar sem o agitado batuque da bateria... silêncio absoluto. Em pleno carnaval.
sábado, fevereiro 13, 2010
A FALSÁRIA
Foi em uma dessas oportunidades baratas que aquela criaturinha se jogou embaixo do primeiro carro que apareceu. Era o seu grande dia de sorte, depois de ter tentado aplicar esse golpe durante muitos dias.
Ocorre que o carro parou e dele saiu uma generosa jovem, disposta a ajudar da melhor maneira possível aquele serzinho assustado. Tal jovem, conhecida por “Felícia”, era fã de felinos.
Aquela criaturinha, cinza-tigrada, olhos verdes, quatro patas, estava imóvel, mal se mexia, e havia um calombo na cabeça com resquícios de sangue. Nitidamente se encontrava desnutrida e aparentava ter sido violentamente espancada. Era uma cena de dar dó a qualquer ser humano. Olhar fixo para o horizonte, a criaturinha orava para os céus, como quem pedia ajuda ao vento.
Porém, toda essa cena, digna dos filmes de Hollywood, era apenas para impressionar.
E aquela jovem, amante de gatos, iludida por aquela armação, não pensou duas em vezes em levar aquela criaturinha para sua casa e dar-lhe toda a atenção necessária.
E foi em sua casa que a falsária se apresentou primeiramente como “Enzo”, tendo recebido banhos diários, muito leite e uma boa vida, digna de todo e qualquer gato rico.
Os dias foram passando e a falsária demonstrava ser um felino amável, merecedor daquele lar aconchegante, cheio de regalias e mimos, tendo sido transferida para a casa da vovó, onde receberia carinhos em quádruplo.
Na primeira consulta ao veterinário, por estar muito abatida e abandonada (perfil que ela simulou), ninguém ainda havia descoberto que “Enzo” se tratava de uma fêmea... e ela continuou a simulação.
Contudo, nenhuma mentira dura para sempre. Foi quando, na segunda consulta ao veterinário, a máscara caiu. “Enzo”, em verdade, se tratava de “Luly Baluly”, felina foragida da Itália (por isso o nome “Enzo”), aplicadora de golpes em humanos.
Descobriu-se, através de contato com a polícia secreta italiana, que “Luly Baluly” aplicou o mesmo golpe no Vaticano, mas teria sido descoberta por um pastor alemão, o qual, em visita de rotina nos aposentos do Papa, flagrou a gatuna dormindo em lençois de seda pura.
Porém, antes de ser presa, a gatuna se refugiou no Brasil, o paraíso dos criminosos, tendo sido vista, pela última vez, na doce Paris dos Pampas Gauchos.
Se alguém a tiver visto por aí, ligue para LINHA FELINA DIRETA, 0800-miau-miau.
Sua identidade será preservada.
Foi em uma dessas oportunidades baratas que aquela criaturinha se jogou embaixo do primeiro carro que apareceu. Era o seu grande dia de sorte, depois de ter tentado aplicar esse golpe durante muitos dias.
Ocorre que o carro parou e dele saiu uma generosa jovem, disposta a ajudar da melhor maneira possível aquele serzinho assustado. Tal jovem, conhecida por “Felícia”, era fã de felinos.
Aquela criaturinha, cinza-tigrada, olhos verdes, quatro patas, estava imóvel, mal se mexia, e havia um calombo na cabeça com resquícios de sangue. Nitidamente se encontrava desnutrida e aparentava ter sido violentamente espancada. Era uma cena de dar dó a qualquer ser humano. Olhar fixo para o horizonte, a criaturinha orava para os céus, como quem pedia ajuda ao vento.
Porém, toda essa cena, digna dos filmes de Hollywood, era apenas para impressionar.
E aquela jovem, amante de gatos, iludida por aquela armação, não pensou duas em vezes em levar aquela criaturinha para sua casa e dar-lhe toda a atenção necessária.
E foi em sua casa que a falsária se apresentou primeiramente como “Enzo”, tendo recebido banhos diários, muito leite e uma boa vida, digna de todo e qualquer gato rico.
Os dias foram passando e a falsária demonstrava ser um felino amável, merecedor daquele lar aconchegante, cheio de regalias e mimos, tendo sido transferida para a casa da vovó, onde receberia carinhos em quádruplo.
Na primeira consulta ao veterinário, por estar muito abatida e abandonada (perfil que ela simulou), ninguém ainda havia descoberto que “Enzo” se tratava de uma fêmea... e ela continuou a simulação.
Contudo, nenhuma mentira dura para sempre. Foi quando, na segunda consulta ao veterinário, a máscara caiu. “Enzo”, em verdade, se tratava de “Luly Baluly”, felina foragida da Itália (por isso o nome “Enzo”), aplicadora de golpes em humanos.
Descobriu-se, através de contato com a polícia secreta italiana, que “Luly Baluly” aplicou o mesmo golpe no Vaticano, mas teria sido descoberta por um pastor alemão, o qual, em visita de rotina nos aposentos do Papa, flagrou a gatuna dormindo em lençois de seda pura.
Porém, antes de ser presa, a gatuna se refugiou no Brasil, o paraíso dos criminosos, tendo sido vista, pela última vez, na doce Paris dos Pampas Gauchos.
Se alguém a tiver visto por aí, ligue para LINHA FELINA DIRETA, 0800-miau-miau.
Sua identidade será preservada.
Luly Baluly em sua última aparição pelo Brasil
domingo, janeiro 10, 2010
Antes tarde do que mais tarde
2009 passou e com ele veio a realização de um antigo sonho, ou melhor, um sonho adolescente, daqueles que a gente pensa que nunca vai se concretizar.
Quando eu tinha os meus 13, 14 anos, eu e umas amigas éramos alucinadas por uma banda pop americana. Em decorrência disso, criamos um fã-clube, com direito à carteirinha impressa em serigrafia, reuniões de diretoria e a publicação de um jornalzinho semanal – era tudo muito profissional.
A nossa diversão era trocar correspondência com outras fãs, espalhadas por esse Brasil afora (nessa época não tínhamos internet, era tudo na escrita mesmo, cartinha com selo do correio e tudo o mais), dividir materiais publicados em revistas e jornais e, principalmente, sonhar com uma ida ao Rock in Rio II (que, monetariamente, era impossível para nós).
O máximo que conseguimos chegar perto deles foi através de uma revista americana importada, que o pai de uma das minhas amigas comprou nos Estados Unidos... era como se soubéssemos que realmente eles deram aquela entrevista, que eles eram “reais”.
Nós também costumávamos comemorar os aniversários dos integrantes da banda, como se fosse o aniversário de nossos maridos, ou de pessoas muito próximas – a propósito, cada uma das gurias era apaixonada por um dos integrantes, assim, não havia brigas, pois éramos em número de 5 e eles também.
Não, não. Prefiro ainda não revelar o nome da banda.
Vamos primeiro curtir esse momento da adolescência, de sonho e fantasia, de poesia e música, de vida intensa...
Também costumávamos ensaiar e dançar as músicas deles, seguir os seus passos (step by step), fazer suas caras e bocas e, é claro, se vestir como eles (senão não teria graça nenhuma, certo?). Abrindo outro parênteses: certa vez, fomos “convidadas” a dançar uma de suas músicas mais conhecidas na semana da criança em uma escola pública da cidade em que morávamos. Foi uma das coisas mais LOUCAS e mais DIVERTIDAS que já fiz na vida.
O tempo foi passando, nós fomos crescendo, eles foram crescendo e, um tempo depois de todo o estouro pop, a banda acabou. Cada um seguiu o seu caminho, uns lançaram carreira solo, outros viraram produtores e outros, atores. Nós também, cada uma seguiu o seu sexto sentido, mas sempre com aquela magia em comum.
O fato é que em 2008 eles RESSUSCITARAM.
Acho que caíram da cama e bateram com a cabeça.
Sim, depois de estarem descapitalizados, resolveram se juntar novamente e ganhar uma graninha extra. Pasmém: a volta tinha tempo marcado – apenas 6 meses. Mas o pior de tudo é que eles começaram a ganhar dinheiro novamente, MUITO DINHEIRO, então o prazo de 6 meses caiu por terra.
Foi quando uma das minhas melhores amigas (e também presidente do fã-clube na época) me mandou um e-mail com a agenda de show deles para 2009 e com a seguinte frase: “Vamos vê-los?”.
A turnê deles era pelos Estados Unidos e nós, moças já feitas na vida, não tínhamos nada a perder, a não ser alguns dólares... passaporte e visto na mão, lá fomos nós para Chicago!
É difícil descrever a emoção de realizar um sonho, principalmente 18 anos mais tarde e ao lado de alguém que viveu as mesmas fantasias.
E os americanos tem esse talento incrível de transformar momentos em superproduções de Hollywood.
Foi assim que, muitos anos depois, aquela MAGIA da adolescência voltou, com cores e brilhos mais fortes, com direito a frio na barriga, contato de perto com os nossos ídolos do passado e a certeza de que NADA NESSA VIDA É IMPOSSÍVEL.
Pois, antes tarde do que mais tarde.
2009 passou e com ele veio a realização de um antigo sonho, ou melhor, um sonho adolescente, daqueles que a gente pensa que nunca vai se concretizar.
Quando eu tinha os meus 13, 14 anos, eu e umas amigas éramos alucinadas por uma banda pop americana. Em decorrência disso, criamos um fã-clube, com direito à carteirinha impressa em serigrafia, reuniões de diretoria e a publicação de um jornalzinho semanal – era tudo muito profissional.
A nossa diversão era trocar correspondência com outras fãs, espalhadas por esse Brasil afora (nessa época não tínhamos internet, era tudo na escrita mesmo, cartinha com selo do correio e tudo o mais), dividir materiais publicados em revistas e jornais e, principalmente, sonhar com uma ida ao Rock in Rio II (que, monetariamente, era impossível para nós).
O máximo que conseguimos chegar perto deles foi através de uma revista americana importada, que o pai de uma das minhas amigas comprou nos Estados Unidos... era como se soubéssemos que realmente eles deram aquela entrevista, que eles eram “reais”.
Nós também costumávamos comemorar os aniversários dos integrantes da banda, como se fosse o aniversário de nossos maridos, ou de pessoas muito próximas – a propósito, cada uma das gurias era apaixonada por um dos integrantes, assim, não havia brigas, pois éramos em número de 5 e eles também.
Não, não. Prefiro ainda não revelar o nome da banda.
Vamos primeiro curtir esse momento da adolescência, de sonho e fantasia, de poesia e música, de vida intensa...
Também costumávamos ensaiar e dançar as músicas deles, seguir os seus passos (step by step), fazer suas caras e bocas e, é claro, se vestir como eles (senão não teria graça nenhuma, certo?). Abrindo outro parênteses: certa vez, fomos “convidadas” a dançar uma de suas músicas mais conhecidas na semana da criança em uma escola pública da cidade em que morávamos. Foi uma das coisas mais LOUCAS e mais DIVERTIDAS que já fiz na vida.
O tempo foi passando, nós fomos crescendo, eles foram crescendo e, um tempo depois de todo o estouro pop, a banda acabou. Cada um seguiu o seu caminho, uns lançaram carreira solo, outros viraram produtores e outros, atores. Nós também, cada uma seguiu o seu sexto sentido, mas sempre com aquela magia em comum.
O fato é que em 2008 eles RESSUSCITARAM.
Acho que caíram da cama e bateram com a cabeça.
Sim, depois de estarem descapitalizados, resolveram se juntar novamente e ganhar uma graninha extra. Pasmém: a volta tinha tempo marcado – apenas 6 meses. Mas o pior de tudo é que eles começaram a ganhar dinheiro novamente, MUITO DINHEIRO, então o prazo de 6 meses caiu por terra.
Foi quando uma das minhas melhores amigas (e também presidente do fã-clube na época) me mandou um e-mail com a agenda de show deles para 2009 e com a seguinte frase: “Vamos vê-los?”.
A turnê deles era pelos Estados Unidos e nós, moças já feitas na vida, não tínhamos nada a perder, a não ser alguns dólares... passaporte e visto na mão, lá fomos nós para Chicago!
É difícil descrever a emoção de realizar um sonho, principalmente 18 anos mais tarde e ao lado de alguém que viveu as mesmas fantasias.
E os americanos tem esse talento incrível de transformar momentos em superproduções de Hollywood.
Foi assim que, muitos anos depois, aquela MAGIA da adolescência voltou, com cores e brilhos mais fortes, com direito a frio na barriga, contato de perto com os nossos ídolos do passado e a certeza de que NADA NESSA VIDA É IMPOSSÍVEL.
Pois, antes tarde do que mais tarde.
NKOTB FOREVER!
Joe, Jonathan, Donnie, Danny e Jordan
18 anos depois, eles estão de volta
quarta-feira, setembro 02, 2009
A Lenda do Aniversário da Rainha Elizabeth
Era uma vez uma princesa, nascida no ano de 1948 em um belo castelo no interior da cidade encantada de Uruguaiana, fronteira com a Argentina.
Após anos de estudos com os melhores educadores da região, e sempre acompanhada de seu fiel escudeiro cão, chamado "Faruque", a bela princesa finalmente se transformou na grande Rainha Elizabeth, vindo a contrair núpcias no ano de 1974 com o Príncipe Avo, da capital flatulenta de Porto Alegre.
Em seguida, o casal real teve 3 lindos filhos: o Príncipe Bocaiúva (apelidado carinhosamente de "Boca"), dedicado às artes mecânicas, de serviços gerais e de bicicletaria montanhesa, casado com a Princesa Caci Jones, conhecedora da mente humana; a Princesa Peruquenta, conhecida por sua vasta e "linda" madeixa crespa, dedicada ao estudo das leis incompreensíveis e unida estavelmente com o Lord francês Paul Renault Chateaubriand; e o Príncipe Teta, dedicado ao estudo das línguas árabe, egípcia e hebraica, bem como ao uso moderado dos anabolizantes e suplementos musculares.
A família real sempre viveu muitas aventuras divertidas, principalmente ao lado de Sua Alteza, a Rainha Elizabeth, dona de um bom gosto sem igual pelas coisas mais finas e requintadas (reza a lenda de que ela teria um parente distante, também nascido no castelo de Uruguaiana, conhecido por "Zezinho Pinguim", o qual, posteriormente, veio se tornar seu concunhado).
A verdade é que a Rainha Elizabeth sempre foi uma guerreira fashion week (uma mistura de "She-ra" com sapatos altos e vestido roxo) - excelente dona de casa, cozinheira, mãe e professora - além de possuir um corpo de dar inveja nas bruxas maquiavélicas de Greiscow.
Curiosos da região de Colina do Sol contam que acompanharam de perto a rotina dessa maravilhosa rainha, a qual saía pela manhã para fazer um "bico" como bióloga, voltava para preparar o almoço dos seus herdeiros e do seu rei, limpava o palácio (de vários cômodos e andares), se dirigia ao centro do comércio (com o objetivo de "negociar" dívidas com lojas famosérrimas, entre elas Renner e C&A), retornava para o café da tarde (imperdível e insubstituível), lecionava aulas de etiqueta, fofocas e moda à noite e, por fim, ainda regava os jardins do castelo com todo amor e carinho. Ah, sem esquecer do cafunezinho que fazia em seus cães de raça pura: Duquesa Natascha e Dom Vitório.
Um dos seus sonhos era o de passar o primeiro ano de sua terceira idade em Paris, em algum salão de beleza estilo "Hugo Beaty", ao som de "Tina Turner", tomando um vinhozinho branco, regado com pequenos pedaços de gelo (sua bebida favorita), em plena Champs Élysées.
Entretanto, o Rei Avo não pode levá-la romanticamente a Paris, em decorrência da crise, a qual ocasionou o aumento drástico de processos na justiça do trabalho, tenho sido reconhecido como de urgência pública os dotes contabéis do querido rei.
Mas isso não foi problema, pois no ano posterior à entrada na terceira idade, a Rainha Elizabeth providenciou uma comemoração regada a muito fondue de chocolate, comida, bebida e pouca malhação, ocasionando um encontro familiar real encantador, divertidíssimo e altamente calórico em uma cidade da serra.
E ninguém jamais acreditaria que seria um momento inesquecível, a ponto de parar o tempo, ou melhor, de "acelerar" o tempo, literalmente.
Reza a lenda que, na noite em que a rainha completaria 61 anos, houve uma metamorfose na Terra, gerando um rápido pulo de um ano no tempo (inclusive, parece que Nostradamus teria previsto tal oscilação temporal terrestre).
Foi assim que, "caminhando contra o vento", a Rainha Elizabeth comemorou, avoadamente, os seus 62 anos, ao invés de comemorar os seus 61 anos...
Dizem as más línguas que ela teria se baseando na idade de sua cunhada, a Rainha Zéca, casada com o Duque Zezinho Pinguim; mãe do Príncipe Zé Karateca - mestre das artes marciais-, da Princesa Tchuchuca - dedicada à arte de fazer eventos-, e do Príncipe Zé Marley Príncipe - cantor, corretor de imóveis internacionais e Don Juan; e tia da Princesa Cláudia - dedicada à nutrição familiar e casada com o Lord Fernando, mais conhecido como "Google".
domingo, agosto 02, 2009
A história do fardamento esquecido
Tinha tudo para ser um dia igual ao outro - almoço, trabalho, casa - com exceção do jogo de futebol que ele tinha depois do expediente, às 18h15min.
O jovem casal saiu de casa de carro, ao invés de praticarem a habitual caminhada até o trabalho, isso porque havia necessidade de levar a mochila com as roupas do futebol.
Após o futebol, ele foi buscá-la no trabalho dela, para então irem até o supermercado, comprar algumas coisas para o jantar.
Ele estava um pouco suado, ainda com as roupas do futebol.
Ela estava toda encasacada, pois aquela semana o frio resolvera mostrar a cara de vez.
Chegaram ao caixa do supermercado com as compras e ele, como sempre bem-humorado, disse que havia esquecido a carteira no carro, tirando “um tempo” dela, que em seguida passou a mão na carteira para pagar as compras, rindo da situação (afinal de contas, eles fazem a contabilidade de tudo o que compram juntos).
Foi quando ele se lembrou de comentar com ela que, apesar de terem ido de carro para o trabalho, ele havia esquecido a mochila com a roupa do futebol em casa, tendo que voltar depois do trabalho para se fardar e ir ao jogo.
Ela caiu na gargalhada, pois isso é uma coisa que “quase” sempre acontece com ele... (é a carteira que fica no carro do taxista, é a chave que fica dentro do carro, é a sanduicheira que fica no trabalho... enfim... coisas da vida).
Nesse momento, enquanto ela tinha uma síncope de tanto rir no balcão da caixa do supermercado, a moçoila do caixa passava os produtos na leitora de código de barras e, numa intervenção de mestre, olha para o casal e diz:
“Como é que é? Eu me perdi! O que aconteceu no futebol???”
Em transe, o jovem casal respira fundo e não acredita naquela situação - a moçoila do caixa simplesmente queria participar do assunto, rir um pouco, quem não gosta de rir, não é mesmo?
Enquanto ele se ensaiava para não ser desagradável e compartilhar a história do fardamento esquecido, ela tem outra síncope de tanto rir... onde é que esse mundo vai parar?
domingo, junho 07, 2009
As aventuras de Dom Luigi
Era uma vez um domingo muito frio na capital gaucha. Mas MUITO frio MESMO. Como diria uma pessoa muito próxima: “um frio de renguear cusco”.
Dom Luigi estava apreensivo: aquele domingo ficaria marcado na sua memória, não pelo frio, mas pelo calor que encontraria, mais tarde, dentro do estádio do seu time de futebol.
E lá estava ele: completamente encasacado, toquinha de lã, sorriso de orelha a orelha e, é claro, vestindo a camiseta do seu glorioso time por cima de todos os seus blusões.
Mais cedo, quando ainda estava em casa, sua mãe o alertou: “Luigi, hoje está muito frio...” Ele, sem piscar os olhos, pensando que seria um golpe para lhe manter em casa, começou um choro contrariado, dizendo: “mas eu quero ver o meu time...”
O frio não foi suficiente para lhe afastar do seu destino naquele fim de tarde de domingo.
Chegando na Av. Padre Cacique, Dom Luigi estava um tanto maravilhado - era muita gente vestida de vermelho, saindo de um lado e de outro, todos indo a uma só direção: o GIGANTE DA BEIRA-RIO.
Dom Luigi não parava de falar... estava tão ansioso, iria ver o seu time pela primeira vez, jogando ao vivo e a cores... e lá foi ele, subindo, subindo, subindo até a parte superior do estádio. Ao sair do elevador e se defrontar com aquela cena magnífica – o estádio inteiro a sua frente, milhares de pessoas vestindo vermelho e branco, a grama verdinha e a torcida organizada batucando a alegria de mais um jogo em casa – Dom Luigi congelou, não piscou
mais – mas não foi de frio.
(Dom Luigi em seu momento mágico)
Aquela cena lhe tocara a alma e o coração, ao ponto de fazê-lo permanecer quieto, parado, estagnado – a emoção invadia a vida do pequeno Luigi, com quase quatro anos de idade.
Mas a cena não emocionou apenas o bambino: sua mãe, também estreante no estádio e na vida futebolística de seu time, parou por instantes para admirar aquela beleza inexplicável.
Mas a cena não emocionou apenas o bambino: sua mãe, também estreante no estádio e na vida futebolística de seu time, parou por instantes para admirar aquela beleza inexplicável.
(a magia contagiante do estádio)
Era o calor da torcida. Era o calor daquele momento mágico.
Dom Luigi previa, minutos antes do início da partida: “meu time vai ganhar de cinco a zero”. Bem, já bastaria uma simples vitória, não interessasse o placar, para que ele e sua mãe saíssem felizes daquela odisséia.
A partida começou e Dom Luigi estava – pasmem – extremamente comportado e sentado na cadeira - maravilhado com aqueles homens de vermelho pra cá e pra lá, chutando, correndo, jogando o seu excelente futebol.
Até que...
GOLLLLL!!!
O estádio foi a loucura e o frio se escondeu, todos gritavam, pulavam de alegria!!!
Um a zero para o Gigante da Beiro-rio!
Dom Luigi ficou assustado e, rapidamente, se virou para a mãe e perguntou: “o que eu faço agora???” Era a primeira vez que ele estava assistindo a um jogo de futebol, ali, bem pertinho do campo... não sabia como se comportar... mas logo se acostumou e a cada lance de gol pulava, gritava, sorria!
Depois, foi a vez de perguntar porque a torcida fazia “uhhh”, “ahhh”, “ehhh”, em determinados momentos... ele não entendia como aquele monte de gente falava a mesma coisa, quase que ao mesmo tempo... realmente, era um nova experiência na vida de Dom Luigi. Cinco minutos depois, já estava ele fazendo biquinho e acompanhando a torcida... “uhhh, quase gol!”
E como todo iniciante no estádio, Dom Luigi queria explorar cada cantinho, subir e descer correndo as escadarias, ir de uma ponta a outra, sentar em várias cadeiras ao mesmo tempo (talvez procurasse o melhor ângulo para assistir ao jogo). Nesse momento, o que lhe deixou mais tranquilo (por alguns intantes, claro) foi ouvir música através do telefone celular de sua mãe, que, delicadamente, colocara os fones de ouvido em suas orelhas. Ele se virou para a sua mãe e disse, convicto: “eles disseram que o meu time vai vencer”.
Quem seriam “eles”?
Sua mãe decidiu dar uma “ouvidinha” no rádio e, inacreditavelmente, Dom Luigi estava ouvindo o jogo. Sim, ele havia colocado na estação de rádio que transmitia o jogo, exatamente aquele jogo que ele estava assistindo ao vivo e a cores... como todo bom torcedor, ele estava acompanhando o jogo também pelo rádio... Dom Luigi, com apenas três anos de idade.
Mas foi no finalzinho da partida que Dom Luigi demonstrou porque carrega um título honorífico, uma qualidade moral inata. O jogo já estava dois a zero para o seu time quando então, o árbitro da partida, de forma totalmente equivocada, marcou um pênalti para o time contrário... óh céus, que injustiça!!! O estádio inteiro não perdoou o árbitro e começou a xingá-lo terrivelmente, de todos os péssimos palavrões que conhecemos...
Mas Dom Luigi se manteve íntegro e simplesmente exclamou para o árbitro: “você é um feio!!!”.
(O que seria de nós, desastrosos e perversos adultos, que deixamos de lado nossa inocência, se não fosse a beleza de aprender com as sábias lições das crianças!!!)
E Dom Luigi foi embora, mais falante do que nunca, chiacherando, comentando cada detalhe da partida, a qual assistira bem quietinho e comportado, num momento quase raro de sua existência (segundo as palavras de sua mãe)... só perdeu mesmo para o balanço do carro quando voltava para casa, o qual, por instantes, lhe fez adormecer.
Foram muitas as emoções naquela noite fria de maio, que de fria só teve mesmo o gol de pênalti marcado pelo time contrário, num bizarro erro da arbitragem.
Arrivederci, Dom Luigi!
quarta-feira, maio 06, 2009
Conjuntando a tivite
Foi preciso uma conjuntivite no olho direito para me trazer novamente aos posts de cada dia.
Caro leitor, não se preocupe: fique o quanto quiser.
O contágio é pessoal, não virtual – por enquanto – até os japoneses inventarem um vírus que ataque os humanos via computadores.
Nesse momento “quarentena”, em que não posso ir trabalhar, não posso ficar em locais fechados e devo evitar o contato com outros humanos, encontrei alguém que sabe muito bem o que estou passando: Will Smith, em “I am legend”.
Sei, sei.
Esse filme já passou a um tempão atrás, mas só agora pude assisti-lo.
Gostei bastante do enredo. Depois descobri que há um fim alternativo rodando por aí.
Gostei bastante do enredo. Depois descobri que há um fim alternativo rodando por aí.
É engraçado como ficamos impressionados com determinados filmes, os quais acabam nos acompanhando por dias afora. As imagens, as falas, as idéias ficam gravadas no nosso pensamento...
Lembrei-me das minhas aulas de Biodireito que tive no curso de pós-graduação... o filme ressuscitou mil coisas na minha cabeça... os experimentos biogenéticos, as doações de sangue e órgãos, a criação de vacinas e antivírus, a máfia farmacêutica (de quebra me lembrei de partes do filme “O Jardineiro Fiel”), enfim... coisas que estão fora do meu alcance, uma simples mortal. Mas coisas que estão logo ali, nas mãos de cientistas, pesquisadores, inovadores, psicopatas... sei lá.
Também pensei no que estamos vivendo com essa história de “gripe suína”, a tal gripe “A, Y, Z, H1N1”... todo esse caos no México, em outros países... a mídia sensacionalista, o mercado farmacêutico, milhares de máscaras por aí... será que as coisas estão acontecendo exatamente como estão nos mostrando na TV?
E eu cá, conjuntando a tivite... transmitida pelo ar... nem sei onde andei que estava exposta...
A pergunta é: esses cientistas, espalhados por toda parte do planeta, sabem o que estão fazendo? Eles têm consciência do que podem criar?
Não sou contra o progresso, não.
Minha dúvida é saber se o que estão fazendo por aí é só para ganhar mais dinheiro, ou se seria para o bem da humanidade. Por exemplo, como é que ninguém ainda não criou um remédio que cure a conjuntivite de imediato??? Ah, não deve ser tão difícil assim...
Para encerrar o desabafo de uma pessoa trancafiada em casa, será que o nosso mundo vai se transformar na Los Angeles do filme “Blade Runner – o caçador de andróides”?
Para quem não lembra, o filme se passa no ano de 2019, numa cidade sem árvores, sem sol, sem animais, cheia de arranha-céus (com mais de 100 andares), veículos por terra e céu, lotação habitacional e uma chuvinha ácida, para completar.
Enfim, preciso de ar puro.
E de uma boa grama verde pra pisar.
“Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand outside and look
Some say it's just a part of it:
We've got to fulfill the book.”
(Bob Marley – Redemption song)
sexta-feira, março 27, 2009
A vida na TV...
Às vezes, depois de um dia de trabalho, tudo o que se quer é apenas descansar. Se jogar debaixo do chuveiro. Fazer um lanche. Dormir mais cedo. Abrir um novo livro. Ir ao cinema. Dançar. Pular no sofá. Brincar com o controle remoto da TV.
Poucas vezes uso a TV como uma estratégia para o descanso, mas confesso que na última semana foi a opção mais próxima que encontrei, entre uma navegada e outra na internet, entre uma página e outra de “A menina que roubava livros”.
Tática extremamente infeliz.
Primeiro, vieram as chamadas para o “BBB” (Big Brother Baboseira), fazendo especulações, mostrando intrigas, expondo bundas, tatuagens e tetas. Depois, o programa continuava a ser exibido após a super novela das oito (a qual por ironia passa às nove), que por vezes mostra imagens do estrangeiro (com algumas paisagens até que interessantes - nem tudo está perdido), fazendo supor que as filmagens nos cenários são reais e que todo elenco global se encontra por lá, no “Caminho das Índias”...
Então, depois de ouvir as mesmas conversas de NOVE SOFRIDOS E DESESPERADORES ANOS (tendo que aguentar essa futilidade do BBB desde 2000); aquela choradeira toda - “você votou em mim, seu traidor”; as super amizades que nascem no confinamento e são esquecidas na vida real; o fato de que todo mundo tem que votar em alguém, goste ou não (pombas, esse é o jogo, certo?), e que no fim o pessoal está recebendo - e bastante - para expor a sua imagem (ainda que ela não valha nada para os milhões de brasileiros que ligam a TV nessa hora e nesse canal), simular, gritar, representar, fofoquear, brigar, chorar, blá blá blá; é hora de trocar de canal.
E troca, troca, troca, troca de canal... e NADA.
Para quem não tem TV a cabo, a morte súbita na cama parece ser o único fim. A não ser que se volte à navegação, à leitura, ao chocolatinho sagrado de todos os dias, ao aconchego dos carinhos do ser amado.
Mas não, uma última tentativa, uma última promessa... “Promessas de Amor”, o verdadeiro reloaded de “Os mutantes - caminhos do coração”.
Não, não me perguntem mais nada.
Sim, se estou a falar desses programas, é porque, em algum momento da semana, dediquei míseros minutos da minha audiência a eles...
Mas sabem o que é pior? É descobrir que vale muito mais a pena (porque pateticamente divertido) assistir a luta entre os humanos e os mutantes, ver os direitos constitucionais dos mutantes serem atacados (gente, essa é a fala dos personagens, inacreditável - a mesma Constituição que protege os humanos deve protege os mutantes - isso é direito intergaláctico, ou na fala deles, são os direitos humanos dos mutantes!!!), do que tolerar o Big Brother Baboseira (que, cá pra nós, tem todo o jeito de ser pura armação).
A gargalhada é coisa garantida com os mutantes, principalmente porque por mais imbecil que seja o enredo (e ele o é - não duvidem disso), alguns bons atores conseguem dar vida ao absurdo (como por exemplo as gêmeas interpretadas por Françoise Fourton, o mutante chefe interpretado por Walmor Chagas [o vistoso Afonso da Maia, da minissérie global “Os Maias”]). Por outro lado, alguns atores são terrivelmente péssimos (o que, infelizmente, é motivo de muita risada), sendo que a ausência de elementos que possam embasar essa minha afirmação me faltam: só vendo para entender (eu digo: vejam, pelo menos uma vez na vida).
Não pretendo ofender ninguém que curte esses programas - eles até que me são divertidos...
Como vivemos numa sociedade pluripartidária, democrática e o escambau, é normal que tenhamos opiniões diferentes, alicerçadas em vivências culturais variadas - boas ou não.
Paciência.
Hoje eu só precisava mesmo era desabafar.
P.S.: para matarem um pouquinho a curiosidade, vejam o trailer de "Os mutantes - caminhos do coração", abaixo...
sábado, março 21, 2009
THE REVENGE!
No seriado americano LOST, não há quem não esteja realmente LOST, inclusive - e principalmente - o próprio telespectador.
No seriado americano LOST, não há quem não esteja realmente LOST, inclusive - e principalmente - o próprio telespectador.
Depois de dormir minhas 8h de sono por dia e navegar pelas mais absurdas teorias sobre o seriado, quem eu encontro?
Sim... o Paulo.
(legenda dispensável)
Se é o retorno à Ilha da Fantasia, se são experimentos humanos da época nazista, se são espíritos vivendo no plano espiritual, se é uma dimensão de outro mundo ou se são congressistas da Opus Dei, deixarei para ver todo o seriado quando ele acabar.
Prefiro mesmo assistir ao agente Angus Macgyver. Muito mais divertido e educacional. Ha!
(sintam o figurino, década de 80 - primeiro episódio)
domingo, março 15, 2009
A história do útero caído
Outro dia fui visitar a minha avó, mãe do meu pai, com quem eu tive o prazer de morar por três - divertidos e incríveis - anos. Depois que o meu avô se foi (com os seus quase 95 anos - há um post em homenagem a ele em janeiro de 2007), por óbvio, minha avó ficou AINDA mais SÓ...

Outro dia fui visitar a minha avó, mãe do meu pai, com quem eu tive o prazer de morar por três - divertidos e incríveis - anos. Depois que o meu avô se foi (com os seus quase 95 anos - há um post em homenagem a ele em janeiro de 2007), por óbvio, minha avó ficou AINDA mais SÓ...
Acontece que essa velhinha, de 89 anos, cabelos brancos por opção, andar mancado, com olhos de bolinhas de gude, SEMPRE tem uma história inacreditável a contar. Às vezes sabemos que ela incrementa algumas falas que não existiram, descreve sentimentos que não ocorreram, mas, enfim, sabemos que alguma coisa fez parte do passado dela, a qual ela faz questão de dividir conosco.
Foi assim que num dia desses ela nos contou sobre a Angélica, uma mestiça que ajudava a fazer o serviço doméstico na casa dos pais dela, em uma fazenda no interior de Bojuru, 3º Distrito da cidade de São José do Norte, no Rio Grande do Sul, tchê.
Desde os 4 anos de idade minha avó ouvia as pessoas da casa comentarem que Angélica tinha o útero caído, que ficava pendurado por entre as pernas, blá blá blá... o que aguçava ainda mais a intensa curiosidade daquela pequena menina... que diabos seria o tal útero caído?
Certa vez, Angélica foi lavar roupas nas margens do rio, tendo a minha avó pedido a sua mãe para ir junto, pois queria se refrescar um pouco (talvez ela tivesse dito que queria “tomar a fresca”, ou algo do gênero)... Minha bisavó, sem saber dos planos que minha avó tinha para descobrir a verdade sobre o útero caído, permitiu que ela fosse.
Chegando nas margens do rio, minha avó deitou-se no chão, de forma que pudesse enxergar por entre as pernas de Angélica, que agachada, lavava calmamente as roupas da família. Era um plano extremamente simples para uma criança de 6 anos, mas que, para sua tenra idade, era de grande revelação e de difícil compreensão.
Minha avó conta que quando se deparou com aquela cena horripilante, um útero realmente caído por entre as pernas - “preto” - dizia ela, saiu correndo, um pouco enojada, outro pouco realizada - ela, de fato, esteve cara-a-cara (literalmente) com o tal útero caído.
Quando ela nos contou essa história, eu, meu irmão mais novo e a acompanhante da minha avó caímos na risada, imaginando que ela, mais uma vez, estava a nos enrolar com as suas histórias fantásticas... Minha avó ria conosco, da história que viveu e que relembrava com requintes de detalhes. Nós, ríamos da história como se ela fosse inventada, como se nunca tivesse existido, porque, cá pra nós, um útero caído pendurado entre as pernas, isso não existe!
É, mas existe sim.
Vergonhoso termos duvidado de nossa avó.
Vergonhoso termos duvidado de nossa avó.
Após uma sessão de gargalhadas, me deu um estalo na cabeça: mas e se existir o tal “útero caído”? Naquele tempo, as doenças recebiam nomes bizarros... quem nunca ouviu falar do “bico de papagaio”,“nó nas tripas”, “pontada”, “água no pulmão”, “lombrigas”, e por aí vai...
Foi nesse momento que me lancei na internet:
“Nome:
Prolapso do útero acontece quando o útero se exterioriza no canal vaginal
Prolapso do útero acontece quando o útero se exterioriza no canal vaginal
Definição: a caída ou o deslizamento do útero de sua posição normal na cavidade pélvica para dentro do canal vaginal
Causas, incidência e fatores de risco:
Normalmente o útero é sustentado pelo tecido conjuntivo da pélvis e pelo músculo pubococcígeo, e mantido no lugar por ligamentos especiais. O enfraquecimento desses tecidos faz com que o útero desça até o canal vaginal. O trauma sofrido pelos tecidos durante o parto, especialmente no parto de crianças grandes ou em trabalhos de parto ou em nascimentos rápidos, é a causa típica da fraqueza muscular. Acredita-se que a perda do tônus muscular e o relaxamento dos músculos, ambos associados ao envelhecimento normal e à redução do estrógeno, o hormônio
feminino, desempenhem um papel importante no desenvolvimento do prolapso uterino. A descida também pode ser causada por um tumor pélvico, ainda que tal fato seja raro.”
Normalmente o útero é sustentado pelo tecido conjuntivo da pélvis e pelo músculo pubococcígeo, e mantido no lugar por ligamentos especiais. O enfraquecimento desses tecidos faz com que o útero desça até o canal vaginal. O trauma sofrido pelos tecidos durante o parto, especialmente no parto de crianças grandes ou em trabalhos de parto ou em nascimentos rápidos, é a causa típica da fraqueza muscular. Acredita-se que a perda do tônus muscular e o relaxamento dos músculos, ambos associados ao envelhecimento normal e à redução do estrógeno, o hormônio
feminino, desempenhem um papel importante no desenvolvimento do prolapso uterino. A descida também pode ser causada por um tumor pélvico, ainda que tal fato seja raro.”
A saber: Angélica já tinha tido um filho na época.
Com vocês, a incrível Edith Só, contadora de histórias fantásticas:
terça-feira, dezembro 23, 2008
Antes que o tempo voe...
Antes que o tempo voe nesse fim de ano, com suas calçadas cheias de pessoas com presentes nas mãos, com sonhos ainda por realizar, com casas, janelas e portas decoradas para o Natal, com os últimos preparativos para as milhares de ceias que acontecerão, com a correria de última hora daqueles que ainda não compraram suas lembrancinhas, antes que tudo isso passe e já seja 2009, quero desejar uma alegre e divertida noite de Natal, repleta de saúde, amor e muito carinho entre todos, estejam onde estiverem.
Cada um teve a sua história em 2008: conquistas, derrotas, alegrias, tristezas, esperanças, mudanças, poesias, músicas e danças.
Assim, que tenhamos fôlego para 2009, pois o futuro... ah, o futuro...
"E o futuro é uma astronave
Antes que o tempo voe nesse fim de ano, com suas calçadas cheias de pessoas com presentes nas mãos, com sonhos ainda por realizar, com casas, janelas e portas decoradas para o Natal, com os últimos preparativos para as milhares de ceias que acontecerão, com a correria de última hora daqueles que ainda não compraram suas lembrancinhas, antes que tudo isso passe e já seja 2009, quero desejar uma alegre e divertida noite de Natal, repleta de saúde, amor e muito carinho entre todos, estejam onde estiverem.
Cada um teve a sua história em 2008: conquistas, derrotas, alegrias, tristezas, esperanças, mudanças, poesias, músicas e danças.
Assim, que tenhamos fôlego para 2009, pois o futuro... ah, o futuro...
"E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."
(Toquinho, Aquarela)
(Toquinho, Aquarela)
quarta-feira, outubro 22, 2008
E neste dia tão especial...

Além de desejar um bláh de coisas boas, deixo-te com
este beijo afável
e com

este abraço acarinhado,
de momentos que fazem da gente pessoas de outro planeta.
Amo-te, meu francês.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Na dúvida, não ultrapasse
Viver em grandes centros urbanos requer um curso expressivo quanto às regras do trânsito de pedestres, do qual só se cola grau andando pelas ruas abarratodas de pessoas. O caminho se faz ao caminhar, como já diria o poeta.
Os transeuntes vêm e vão de vários lugares, desembocam em guetos, galerias, surgem de portais no meio da rua, carregam pastas, livros, lanches, compras, papéis, processos e, em dias de chuva, as famosas sombrinhas (no caso das mulheres) ou os guarda-chuvas (no caso dos Homens, com "h" maiúsculo).
A dica, nos dias de pingos ou enxurradas de H²O vindo dos céus, é ficar alerta.
Não basta apenas saber conduzir a sua sombrinha ou o seu guarda-chuva, driblando pessoas aqui e ali, se escondendo das gotas frias naquele pequeno – ou grande - raio de proteção (vide verdadeiros guarda-sóis que andam na moda), pois, independente do tamanho de seu "veículo", é preciso ficar de olho – literalmente – bem aberto ou, ao tentar manter a sua integridade física, mantê-lo bem fechado, salvando-se de uma "guarda-chuvada" qualquer, de um transeunte nem um pouco preocupado com a segurança alheia.
Outro dia, em direção ao trabalho, após vários alertas que recebi em casa, percebi o quão selvagem o centro urbano porto-alegrense se torna quando está chovendo. Na verdade, todos os centros urbanos de capitais são perigosíssimos, não falo em termos de criminalidade, mas em termos de hábitos pessoais ao transitar calçadas (e até mesmo ruas)...
Aqui, por exemplo, são filas indianas que se formam para aguardar o ônibus; comerciantes ambulantes que ocupam esquinas, vendendo das mais variadas esquisitices; muambeiros que não se preocupam em estragar suas "mercadorias" ao baterem suas sacolas contra as pessoas que caminham no sentido oposto; os apressadinhos, que saem atrasados de casa e tentam passar por cima de todas as pessoas que estiverem impedindo a sua passagem; etc. e tal.
Agora imaginem essa cena quando tem chuva!
São milhares de "fura-olho", das mais variadas espécies e cores, trepidando pra lá e pra cá, sem regras, sem paradeiros, sem qualquer consideração com a visão alheia.
Felizes os cegos e os demais deficientes, os quais são respeitados sem qualquer "puxada-de-orelha" (ou seria "puxada-de-olho") alheia.
Viver em grandes centros urbanos requer um curso expressivo quanto às regras do trânsito de pedestres, do qual só se cola grau andando pelas ruas abarratodas de pessoas. O caminho se faz ao caminhar, como já diria o poeta.
Os transeuntes vêm e vão de vários lugares, desembocam em guetos, galerias, surgem de portais no meio da rua, carregam pastas, livros, lanches, compras, papéis, processos e, em dias de chuva, as famosas sombrinhas (no caso das mulheres) ou os guarda-chuvas (no caso dos Homens, com "h" maiúsculo).
A dica, nos dias de pingos ou enxurradas de H²O vindo dos céus, é ficar alerta.
Não basta apenas saber conduzir a sua sombrinha ou o seu guarda-chuva, driblando pessoas aqui e ali, se escondendo das gotas frias naquele pequeno – ou grande - raio de proteção (vide verdadeiros guarda-sóis que andam na moda), pois, independente do tamanho de seu "veículo", é preciso ficar de olho – literalmente – bem aberto ou, ao tentar manter a sua integridade física, mantê-lo bem fechado, salvando-se de uma "guarda-chuvada" qualquer, de um transeunte nem um pouco preocupado com a segurança alheia.
Outro dia, em direção ao trabalho, após vários alertas que recebi em casa, percebi o quão selvagem o centro urbano porto-alegrense se torna quando está chovendo. Na verdade, todos os centros urbanos de capitais são perigosíssimos, não falo em termos de criminalidade, mas em termos de hábitos pessoais ao transitar calçadas (e até mesmo ruas)...
Aqui, por exemplo, são filas indianas que se formam para aguardar o ônibus; comerciantes ambulantes que ocupam esquinas, vendendo das mais variadas esquisitices; muambeiros que não se preocupam em estragar suas "mercadorias" ao baterem suas sacolas contra as pessoas que caminham no sentido oposto; os apressadinhos, que saem atrasados de casa e tentam passar por cima de todas as pessoas que estiverem impedindo a sua passagem; etc. e tal.
Agora imaginem essa cena quando tem chuva!
São milhares de "fura-olho", das mais variadas espécies e cores, trepidando pra lá e pra cá, sem regras, sem paradeiros, sem qualquer consideração com a visão alheia.
Felizes os cegos e os demais deficientes, os quais são respeitados sem qualquer "puxada-de-orelha" (ou seria "puxada-de-olho") alheia.
sexta-feira, setembro 19, 2008
A despedida
Difícil escrever sobre despedida quando ela ainda de fato não aconteceu, mas se sabe que está iminente (escrevo este post um pouco antes da minha partida).
Difícil escrever sobre despedida quando ela ainda de fato não aconteceu, mas se sabe que está iminente (escrevo este post um pouco antes da minha partida).
Sim, vou-me embora para a capital, minha terra natal.
Mas não pensem que deixarei assim, a esmo, a cidade das cucas.
Mas não pensem que deixarei assim, a esmo, a cidade das cucas.
No decorrer da minha caminhada, aos poucos fui me deixando levar pelas ruas, pelas árvores, pelas cores, pelos sons, pelos sorrisos, pelos olhares, pelo trabalho, pelas pessoas que cruzaram a minha vida nesta encantadora cidade.
Surpresas também aconteceram: reencontrar uma “amiga de infância” assim, do nada, é muito intrigante... coisas do destino.
É certo que pessoas vêm e vão.
E mais certo ainda é que existem pessoas que ficam marcadas, que conseguem coexistir com a distância, com a ausência, com a falta do outro (talvez isso seja um fenômeno sobrenatural a ser estudado pelo JP nas aulas de quinta...).
Não tenho palavras para descrever a beleza e a alegria que foi conviver com essa gente amiga, leal e dedicada que encontrei.
A pizza caseira da Aline, os almoços que filei na Cléo, as jantas na Li, as caronas da Deni, o dialeto jedi com a pequena Malu, as longas histórias contadas pela Agente Vaveka na hora do rango, os tropeços e folias do Agente Déca no Gigas, a boa risada do Edu...
Sim senhores (parafraseando o Zé), vocês são maravilhosos.
Fui muito feliz ao lado de cada um de vocês, tenham certeza disso.
Fui muito feliz ao lado de cada um de vocês, tenham certeza disso.
E fiz muitas viagens através de vocês... fui até a capital argentina com uma família italiana, andei de motorhome pelos pampas gaúchos, fui até o topo da Torre Eiffel, conheci Fernando de Noronha, vi ets (sim senhor), praticamente dei a volta no mundo... e também vi tatuagem na boca (deusulaive), uia...
E por incrível que pareça, voltei a comer o feijão da Beata – o melhor feijão do mundo!
Também não dá para esquecer as histórias de gatos contadas pelo Patrick e pela Maria, as voltas de jeep com o Adilson (e eu me achando a sensação do pedaço...), o sotaque amigo do Murillo, os e-mails de piadas do Márcio, a festa de formatura do Linck...
Contem sempre comigo, para o que der e vier.
Nem que seja para cortar os cantos dos papéizinhos (lembrando que a Grace tem uma tesoura maravilhosa), ou colorir os recadinhos...
Nem que seja para cortar os cantos dos papéizinhos (lembrando que a Grace tem uma tesoura maravilhosa), ou colorir os recadinhos...
Na capital sempre terá um lugarzinho para vocês.
A propósito, aos colorados e coloradas (Fran, Vanessa e Grace) que aqui vierem para assistir ao campeão mundial, comuniquem-se. Pretendo ir a TODOS os jogos no Beira-rio daqui por diante. Ha!
A propósito, aos colorados e coloradas (Fran, Vanessa e Grace) que aqui vierem para assistir ao campeão mundial, comuniquem-se. Pretendo ir a TODOS os jogos no Beira-rio daqui por diante. Ha!
E como diria o Juliano, é isso aí, people!

Assinar:
Postagens (Atom)













