quarta-feira, setembro 22, 2010

Nessas eleições, diga SIM ao vandativismo!

Quem me conhece sabe: sou contra qualquer forma de vandalismo.

Porém, contudo, me descobri adepta do vandativismo ao assistir o vídeo abaixo.

E talvez muitos de vocês também sintam uma vontade louca de comprar uma máscara preta (no melhor estilo Zorro), um spray de tinta e uma caixa de fósforo.

Infelizmente, a realidade deste país, carente de políticos corretos e rico de brasileiros que se vendem por uma migalha do Bolsa Família, é o reflexo do que se vê nas ruas: ninguém respeita as regras eleitorais, ninguém respeita a rotina do cidadão honesto, ninguém se importa em pagar uma multinha ali, outra acolá, porque, afinal de contas, o cidadão vai continuar votando nas mesmas pessoas tacanhas de sempre.

Por isso, nessas eleições, diga SIM ao vandativismo!!!

quarta-feira, julho 21, 2010

Tempo de vuvuzelas sem emoção

Depois daquela copa do mundo de 1998, em que o Brasil entregou a taça para a França, permitindo que a imaginação sobre toda aquela celeuma perdurasse até os dias de hoje, nunca mais a copa do mundo foi a mesma.

Pelo menos pra mim, torcedora do Brasil.

Ainda lembro do brilho, da garra, da disposição, do amor pela camiseta daqueles jogadores da copa de 1994, e incluo aí o capitão Dunga, embora eu tenha a mesma antipatia por ele do que ele tem pela vida (em um outro post eu conto essa história).



Dunga e o único sorriso que deu na vida: nem Branco nem Romário acreditaram na cena

Nenhum brasileiro que consciente viveu aquela época esquecerá dessas cenas, que ficarão marcadas para sempre na memória daqueles que mesmo sem entender lhufas de futebol, acompanharam essa seleção mágica de 1994.

Bebeto embalando as emoções daquela copa


"vai que é tua, Tafarel"

De lá pra cá, ninguém mais vingou, nem a vitória brasileira na copa de 2002, no Japão.

"O Fenômeno", se antecipando no tempo e pedido a número um, até virar o Gorducho dos dias atuais


Prefiro nem comentar o fiasco que foi a copa de 2006, na Alemanha: uma seleção sem alma, sem vontade, sem espírito esportivo e com muitos cardaços para amarrar.


E aí vem 2010.


O brilho dessa copa ficou a cargo, com certeza, da alegria do povo africano, das suas danças, músicas, cores e sorrisos. E nem isso foi capaz de animar a brasileira aqui, tão carente de uma seleção carismática, enigmática, fantástica, como a de 1994.


O capitão Lúcio bem que tentou, foi guerreiro, correu atrás da jabolani, mas ele era o líder de uma torcedora Só.


(não deu, pessoal)

segunda-feira, abril 26, 2010

Não pare de acreditar

Depois que o INTERNACIONAL permitiu que o pior acontecesse - uma vitória do rival dentro da nossa própria casa [lotada] - e a perda de nosso querido capitão - GUIÑAZU (que não participará do próximo GRENAL por ter recebido o terceiro cartão amarelo), só com o som dessas crianças para seguir a semana...

Alguém consegue não se animar com eles?


Don´t stop believin'!!!

(domingo que vem tem mais!)


domingo, março 21, 2010

Sobre a minha aversão a fumantes...

Um milhão de palavrões passam pela minha cabeça toda a vez que encontro um sem número de mulheres sem educação que trabalham para o Judiciário gaúcho e que fumam no banheiro do 10º andar do Foro Central, sem qualquer respeito com as demais pessoas.

Há um mega cartaz, colorido, bem escrito, comunicando às fumantes femininas de sua impossibilidade de praticarem esse enfadonho vício no quarto de banho, porém, toda vez que lá ingresso, tenho que dar meia volta.

Dou meia volta porque o cheiro do cigarro me tira da minha mansietude e me mostra o meu lado mais cruel e perverso. Nem tenho coragem de listar todas as maldades que já passaram pela minha cabeça, e lembrem que os requintes seriam baseados na minha experiência como auxiliar de necropsia. Quem sabe, sabe, Jack.

Outro dia o Paul me mandou esse link aqui, deixo para reflexão. Estou até pensando em imprimir o texto e colocar no banheiro feminino.

Segue o texto, por Alexandre Soares Silva:

"Ei, fumantes

Imagino um mundo em que as pessoas gostam de ficar girando com estrume na mão. Porque, sei lá, é gostoso ficar sentindo a força centrífuga do estruminho na palma da sua mão, os pedaços voando por entre os seus dedos.

E deve ser mesmo, mas fede, né? E espalha estrume pra todos os lados? Daí, como fede, e espalha pra todos os lados, as pessoas que ainda não pegaram o costume começam a reclamar.

-Uh, que fresca, não pode rodopiar bosta perto dela! Oh, des-cul-pe!, diz o sujeito rodopiando bosta entre as mesas do restaurante. Garçons o escoltam até a calçada, cheia de gente rodopiando bosta.

Sem parar de rodopiar, e se bostejando recíproca e gostosamente, conversam indignados:


-Na Alemanha hitlerista que era assim, você não podia rodopiar bosta na frente do Hitler que ele ficava uma arara.

-Acabou a época do glamour.

-Daqui a pouco a gente só vai poder rodopiar bosta trancado no banheiro.

-Absurdo!

-Humphrey Bogart vivia rodopiando bosta nos filmes dele. Nada mais sexy que a Lauren Bacall com a cara toda respingada.

-Essa gente não tem estilo.


Enquanto isso clientes tentam entrar no restaurante contornando os rodopiadores, exagerando até, não precisava tanto! não é urânio!, e resmungando, lançando olhares, por causa de uma gotinha ou duas em seus preciosos cabelos.

-Que foi, atingi a Princesa com a minha grotesca bosta de cavalo? Oh, des-cul-pe!"

Loucuras desse verão

- caminhar às 18h, horário de verão, em pleno Gasômetro, sem vento. Ah, e no domingo;
- dormir sem ar-condicionado, ventilador de teto, ou ventilador normal. Ah, e com a janela fechada.

Isso basta, não?

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Os pitaqueiros do carnaval

De quando em quando eu gosto de ouvir os comentários futebolísticos e todos os pitacos que os jornalistas e afins dão nesses programas radiofônicos, todos os dias.

É interessante ouvir os “riquíssimos ensinamentos” sobre como ser um excelente técnico de futebol, como escalar perfeitamente o time e como fazê-lo ganhar, mesmo estando quase na zona de rebaixamento. Ah, sem falar nas críticas que jogadores e técnicos recebem por não atenderem, simpaticamente, a imprensa, como se eles não tivessem um bom motivo para assim agirem...

Juro que quase cheguei a entrar em contato com uma dessas rádios, só para saber quanto ganha um ser humano que exerce tal atividade, depois de tantas coisas terríveis que já ouvi. Porém, desisti. Não sei se valeria a pena entrar nessa guerra de palavras e pensamentos. Ademais, toda regra tem uma exceção. Oremos.

Não farei nenhuma crítica quanto ao português empregado (ou desempregado, digamos), façamos de conta que todos os que possuem o poder da palavra, tanto no rádio como na TV, possuem, no mínimo, o ensino superior incompleto... oremos novamente.

Eu havia esquecido, depois de quase dois anos sem acompanhar os desfiles de carnaval do Rio de Janeiro pela TV, que os comentaristas estão lá também. E, ao assistir maravilhada a criatividade de cada escola de samba, renovada a cada ano, parei para prestar atenção na narrativa carnavalesca...

A primeira coisa que me veio à cabeça: ainda bem que não é a voz do Galvão Bueno! Só isso já acalmou a minha alma, embebecida pelas cores e pelo batuque da bateria... mas convenhamos: de onde eles tiram aqueles comentários? Será que as escolas de samba não poderiam antecipar o enredo?

Penso, humildemente, que comentar futebol é pra qualquer um. Qualquer um que goste, no mínimo, de praticar o esporte, e saiba, profundamente, o quanto é emocionante dominar uma bola e chutá-la em gol, dar um “olé” qualquer, fazer uma defesa acrobática inesquecível e acertar um passe no pé do companheiro de campo.

Contudo, para comentar o carnaval, é preciso, no mínimo, um pouco de vivência dentro do barraco, ao lado do suor da pele, do bordado que durou meses para ser feito, do peso da fantasia, do sentido da melodia, da razão do samba, da ordem dos acontecimentos. Eu não tenho essa experiência, e seria uma excelente pitaqueira do carnaval.

O jeito é ficar mais dois anos distante do desfile de carnaval do Rio de Janeiro que passa na TV, ou, na pior das hipóteses, é ficar sem o agitado batuque da bateria... silêncio absoluto. Em pleno carnaval.

sábado, fevereiro 13, 2010

A FALSÁRIA

Foi em uma dessas oportunidades baratas que aquela criaturinha se jogou embaixo do primeiro carro que apareceu. Era o seu grande dia de sorte, depois de ter tentado aplicar esse golpe durante muitos dias.

Ocorre que o carro parou e dele saiu uma generosa jovem, disposta a ajudar da melhor maneira possível aquele serzinho assustado. Tal jovem, conhecida por “Felícia”, era fã de felinos.

Aquela criaturinha, cinza-tigrada, olhos verdes, quatro patas, estava imóvel, mal se mexia, e havia um calombo na cabeça com resquícios de sangue. Nitidamente se encontrava desnutrida e aparentava ter sido violentamente espancada. Era uma cena de dar dó a qualquer ser humano. Olhar fixo para o horizonte, a criaturinha orava para os céus, como quem pedia ajuda ao vento.

Porém, toda essa cena, digna dos filmes de Hollywood, era apenas para impressionar.

E aquela jovem, amante de gatos, iludida por aquela armação, não pensou duas em vezes em levar aquela criaturinha para sua casa e dar-lhe toda a atenção necessária.

E foi em sua casa que a falsária se apresentou primeiramente como “Enzo”, tendo recebido banhos diários, muito leite e uma boa vida, digna de todo e qualquer gato rico.

Os dias foram passando e a falsária demonstrava ser um felino amável, merecedor daquele lar aconchegante, cheio de regalias e mimos, tendo sido transferida para a casa da vovó, onde receberia carinhos em quádruplo.

Na primeira consulta ao veterinário, por estar muito abatida e abandonada (perfil que ela simulou), ninguém ainda havia descoberto que “Enzo” se tratava de uma fêmea... e ela continuou a simulação.

Contudo, nenhuma mentira dura para sempre. Foi quando, na segunda consulta ao veterinário, a máscara caiu. “Enzo”, em verdade, se tratava de “Luly Baluly”, felina foragida da Itália (por isso o nome “Enzo”), aplicadora de golpes em humanos.

Descobriu-se, através de contato com a polícia secreta italiana, que “Luly Baluly” aplicou o mesmo golpe no Vaticano, mas teria sido descoberta por um pastor alemão, o qual, em visita de rotina nos aposentos do Papa, flagrou a gatuna dormindo em lençois de seda pura.

Porém, antes de ser presa, a gatuna se refugiou no Brasil, o paraíso dos criminosos, tendo sido vista, pela última vez, na doce Paris dos Pampas Gauchos.

Se alguém a tiver visto por aí, ligue para LINHA FELINA DIRETA, 0800-miau-miau.

Sua identidade será preservada.


Luly Baluly em sua última aparição pelo Brasil

domingo, janeiro 10, 2010

Antes tarde do que mais tarde

2009 passou e com ele veio a realização de um antigo sonho, ou melhor, um sonho adolescente, daqueles que a gente pensa que nunca vai se concretizar.

Quando eu tinha os meus 13, 14 anos, eu e umas amigas éramos alucinadas por uma banda pop americana. Em decorrência disso, criamos um fã-clube, com direito à carteirinha impressa em serigrafia, reuniões de diretoria e a publicação de um jornalzinho semanal – era tudo muito profissional.

A nossa diversão era trocar correspondência com outras fãs, espalhadas por esse Brasil afora (nessa época não tínhamos internet, era tudo na escrita mesmo, cartinha com selo do correio e tudo o mais), dividir materiais publicados em revistas e jornais e, principalmente, sonhar com uma ida ao Rock in Rio II (que, monetariamente, era impossível para nós).

O máximo que conseguimos chegar perto deles foi através de uma revista americana importada, que o pai de uma das minhas amigas comprou nos Estados Unidos... era como se soubéssemos que realmente eles deram aquela entrevista, que eles eram “reais”.

Nós também costumávamos comemorar os aniversários dos integrantes da banda, como se fosse o aniversário de nossos maridos, ou de pessoas muito próximas – a propósito, cada uma das gurias era apaixonada por um dos integrantes, assim, não havia brigas, pois éramos em número de 5 e eles também.

Não, não. Prefiro ainda não revelar o nome da banda.
Vamos primeiro curtir esse momento da adolescência, de sonho e fantasia, de poesia e música, de vida intensa...

Também costumávamos ensaiar e dançar as músicas deles, seguir os seus passos (step by step), fazer suas caras e bocas e, é claro, se vestir como eles (senão não teria graça nenhuma, certo?). Abrindo outro parênteses: certa vez, fomos “convidadas” a dançar uma de suas músicas mais conhecidas na semana da criança em uma escola pública da cidade em que morávamos. Foi uma das coisas mais LOUCAS e mais DIVERTIDAS que já fiz na vida.

O tempo foi passando, nós fomos crescendo, eles foram crescendo e, um tempo depois de todo o estouro pop, a banda acabou. Cada um seguiu o seu caminho, uns lançaram carreira solo, outros viraram produtores e outros, atores. Nós também, cada uma seguiu o seu sexto sentido, mas sempre com aquela magia em comum.

O fato é que em 2008 eles RESSUSCITARAM.
Acho que caíram da cama e bateram com a cabeça.
Sim, depois de estarem descapitalizados, resolveram se juntar novamente e ganhar uma graninha extra. Pasmém: a volta tinha tempo marcado – apenas 6 meses. Mas o pior de tudo é que eles começaram a ganhar dinheiro novamente, MUITO DINHEIRO, então o prazo de 6 meses caiu por terra.

Foi quando uma das minhas melhores amigas (e também presidente do fã-clube na época) me mandou um e-mail com a agenda de show deles para 2009 e com a seguinte frase: “Vamos vê-los?”.
A turnê deles era pelos Estados Unidos e nós, moças já feitas na vida, não tínhamos nada a perder, a não ser alguns dólares... passaporte e visto na mão, lá fomos nós para Chicago!

É difícil descrever a emoção de realizar um sonho, principalmente 18 anos mais tarde e ao lado de alguém que viveu as mesmas fantasias.
E os americanos tem esse talento incrível de transformar momentos em superproduções de Hollywood.

Foi assim que, muitos anos depois, aquela MAGIA da adolescência voltou, com cores e brilhos mais fortes, com direito a frio na barriga, contato de perto com os nossos ídolos do passado e a certeza de que NADA NESSA VIDA É IMPOSSÍVEL.

Pois, antes tarde do que mais tarde.





NKOTB FOREVER!

Joe, Jonathan, Donnie, Danny e Jordan

18 anos depois, eles estão de volta

Danny e Donnie, só pra nós

Danny, a two steps...

as adolescentes mais felizes de 2009!!!